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terça-feira

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janeiro 2015

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Voltando ao “normal”: um diário do último dia colorido

Written by , Posted in HAIRDRAMAS, Mestres das Jubas

cabeça colorida

Por Diana Herzog

Rio de Janeiro, 22 de Novembro de 2014.

Eu estou aqui contando os minutos ou tentando não contar os minutos para voltar ao “normal”. Estou realmente com o coração apertado e um medo enorme de me ver loira ou morena (ainda não sei a cor que vou colocar) e não me reconhecer, não gostar mais. Sinto isso de verdade. Esses dois meses de cor foram únicos, nunca mudei tantas vezes de colorido, eu explico: o rosa ou o azul, enfim o colorido, você coloca, mas sai todo dia um pouquinho no banho, então todo dia é diferente, todo dia eu me via com um novo tom. As pessoas não entendem, porque realmente, se você parar para pensar, ter o cabelo rosa já é “esquisito”, mas é realmente uma experiência um dia ter ele rosa, outro dia ter roxo, rosa claro, rosa branco, depois rosa pink, enfim… cada dia uma cor, um tom, cada dia um encontro comigo mesma. E cabelo é realmente isso, ele muda a gente, ele muda a gente de fora para dentro, e agora pensando bem de dentro para fora. Mas é isso, durante esses dois meses me senti outra, mais segura, mais interessante, e na maioria das vezes não lembrava de estar “diferente”, porque assim, não sei vocês, mas eu não ando com espelho na mão, rs! Então a minha sensação, meu diálogo comigo mesma e com o mundo mudou por causa da cor, apesar de muitas vezes estar “colorida” não passava pelo meu pensamento, mas não sei, acho que eu já era outra. E agora o medo de mudar, de voltar, de não me encontrar mais, de não conseguir mais enxergar essa Diana que eu conheci nos últimos dois meses. Eu imagino que deve ter gente achando que a cor me deixou um pouco esquizofrênica, lendo esse texto, rs, mas é o que eu estou sentindo e é estranho. Será que essa Diana vai continuar por aqui mesmo sem cor, será que eu me conectei com um lado que eu não conhecia e agora ele vai me acompanhar independentemente do cabelo? Ou será que vai embora no primeiro segundo em que me olhar no espelho sem o rosa.

Eu imagino também que deve ter gente pensando, nossa quanto superficialidade, é só aparência, a superfície, blá blá blá… Mas a sensação que eu tenho, é que é alma, e não é a toa que eu e Julia criamos esse blog, porque cabelo é transformador, cabelo é energia. Mesmo! Enfim… muitas coisas, muitos sentimentos… deixo o computador agora para me arrumar, pegar minha bike, meu capacete rosa (que será minha única maneira de ter o rosa na cabeça, rs) e voar para o salão para encontrar com o nosso super querido e talentos Alê Carvalho (mestre da juba) e me reencontrar ou me desencontrar.

voltando ao normal

Antes e depois… a cara da felicidade (só que não) logo antes de sair de casa pra tirar o roxo, rsrs!

cabeça colorida

Vida em cores!

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  1. Mai

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