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quarta-feira

3

setembro 2014

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Elba X Zuleica – Raquel Villar conta a história do seu cabelo

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raquel villar
Convidamos nossa amiga, a  atriz Raquel Villar  pra contar um pouco a história do seu cabelo, afinal não é fácil assumir a “Elba” num mundo onde “cabelo crespo” muitas vezes é visto como algo negativo, como um defeito e não como uma qualidade. Essa história do liso escorrido está passando, mas existe há muito tempo, e acaba sempre afetando de uma forma ou de outra as donas das cabeças mais interessantes e cheias de personalidades. No seu relato hilário, Raquel mostra o drama, ou melhor, o hairdrama, que passou  até conseguir aceitar e começar a gostar dos seus fios ao natural. Nós não temos cabelos crespos, na verdade quase não temos cabelos, rs, mas sabemos que a maioria das mulheres brasileiras têm, e muitas não sabem como cuidar de suas cabeleiras, então resolvemos abrir um espaço aqui no blog pra facilitar esse assunto, teremos diferentes mulheres contando histórias, dando dicas, etc…  e quem sabe assim não vemos mais “Elbas” por aí.  Com vocês RAQUEL VILLAR!!!!
raquel jovem

Segunda a Raquel: “Elba jovem”

 Elba X Zuleica

Relembrando a época dos diários, vamos aos cabelos!


 Eu, Raquel, aos 12 anos:
12 anos foi a idade em que eu dei meu primeiro beijo, e eu não sei se o que mais me marcou nessa fase foi eu ter dado o meu primeiro beijo, ou a franja loira que eu tinha .. (?) .. Sim, era uma franja loira, e não só era uma franja loira, mas tinha também uma parte que não chegava a ter o mesmo comprimento do cabelo, mas também não era franja, era um cacho médio e loiro, sim, loiro. O resto era natural, castanho, e na maioria das vezes eu o usava preso. Só a franja e aquela coisinha média loira pendurada no rosto. 
 
Bom, eu sempre tive muita liberdade com meu cabelo, e sempre estava inventando alguma coisa, fazia trancinhas nele todo, tentava pintar com papel crepom, mas nunca fazia o visual black, e quando o fazia, levava na piada : “Olha, sou a Elba Ramalho!” (Dos anos 80). Eu achava que isso era piada, quando na verdade era uma falta de conhecimento meu, para entender o cabelo lindo que eu e Elba tínhamos em comum. Então eu sempre escondia a Elba dentro de mim.
 
Fui crescendo e aos 15 anos ainda tinha aquela imagem do cabelo liso como o cabelo perfeito, todo mundo alisava, fazia escova, toca, e blabla.. Comigo não era diferente, cansei de dormir de toca, meu tio até me apelidou de Zuleica. Na verdade Zuleica era o nome da entidade toca, quem a colocava estava fadado a ser Zuleica. Eu vivi sendo Zuleica por um bom tempo.
 
Um dia resolvi alisar, pode dar nomes das marcas aqui? 
Lá vai: “Alise&Tinge”, foi uma das piores coisas que eu fiz com o meu cabelo, por causa da química ele quebrou muito! E eu ganhei uma franja bem atrás da minha cabeça, era bizarro. Nessa época eu já tinha sido muita coisa, loira, morena, henna, mexas e por aí vai .. Mas por causa desse estrago que eu fiz no cabelo, eu tive que corta-lo bem curto, foi um corte meio louco Werner Style, e foi daí que a salvação foi chegando. 
 
Eu resolvi que não queria mais química alguma, e fui deixando ele crescer natural, e fui começando a gostar. Aos 17/18 anos eu comecei a trabalhar mais com moda, e eles sempre faziam a Elba em mim, todos achavam um máximo, no fundo eu também gostava, mas não tinha coragem de usar casualmente ele assim. Foi passando o tempo, ele foi crescendo e cheio de cachos lindos, todo mundo elogiava, e eu comecei a perceber: “É, eu tenho cachos lindos!” Eu ainda fazia umas loucuras nele, como pintar a metade do cabelo de loiro, coisas assim que eu fazia em mim mesma no meu banheiro, até que fui parando de usar qualquer química para colorir e comecei a investir em hidratações. Nunca usei relaxamento de cachos.
 

Hoje, eu libertei a Elba!

Depois de ser encorajada a escovar o cabelo a seco, sem dó de desfazer os cachinhos perfeitos e deixar vir as ondas mais rebeldes, eu hoje me sinto muito mais livre. Sei bem como meu cabelo é, e não tenho vergonha dele, ao contrário, continuo querendo explorar minhas possibilidades capilares, só que agora eu o exploro a partir do meu natural. 
 
Hoje, eu cuido bastante, mas é de uma forma livre. Sem exageros, tentando entender o máximo de como ele é ao natural. Faço hidratações, e uso diferentes cremes e shampoos. Claro, acho lindo pirar, é preciso! Mas pirar com o cabelo ao natural é muito melhor.
 
Eu lembro quando eu tinha uns 10/11anos e eu admirava minha amiga, que tinha cabelo liso e loiro, e ela levava uma escova de cabelo e deixava os meninos ou as meninas pentear seu cabelo nas pausas das aulas. 
Eu queria tanto ser penteada também, mas como? ..
Eu pensava que era impossível. 
Hoje eu sei que não é.  
 
Se eu pensasse da forma que eu penso agora, ia ser um sucesso, ia chegar o recreio, e eu ia evocar:
 
  –  Quem quer conhecer a Elba!!??
 
E adeus xuxinha.
 
Beijos HAIRDRAMA,
foi um prazer fazer análise com vocês <3 
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