HAIRDRAMA

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terça-feira

17

março 2015

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Tintas naturais ou hairdrama ou como o meu cabelo ficou com mechas “verde cloro de piscina”

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Por Diana Herzog

Passei dois meses estudando em Paris… ah, Paris… os parques, as ruas cheias de gente mesmo à zero grau, cafés, museus, teatro, shows e um mundo de produtos orgânicos. Confesso que essa cidade me emociona muito, mas a emoção que eu senti tendo acesso a tantas escolhas de produtos orgânicos, tanto para beleza, quanto alimentação, limpeza, etc… foi única. Já há algum tempo eu venho mudando os meus hábitos, trocando o meu desodorante por um sem alumínio, indo a feira orgânica toda terça, e experimentando produtos como o que eu já recomendei por aqui (Keune So Pure).

No Brasil é difícil achar produtos orgânicos ou naturais de beleza pra comprar, nós temos a Renata Esteves que faz um belíssimo trabalho através do site Beleza Orgânica, mas nós precisamos, também, que esses produtos existam nas prateleiras das farmácias Pachecos e Venâncios da vida, em lojas especializadas ou até em supermercados, e claro à preços possíveis. Por isso minha emoção foi tão grande ao entrar no Bio C’ Bon, um mercado de orgânicos e achar quase que uma mini farmácia de beleza orgânica. Fiquei louca e até postei no instagram e me  dei a missão de experimentar o máximo de produtos que dois meses e o meu bolso permitissem.

EuIMG_3161 fiquei tão empenhada na missão, que hoje me encontro com mechas verdes no cabelo, sabe aquele verde de quem é loiro e nada numa piscina com cloro, pois é assim que eu ainda estou, rs! Eu tenho muitos fios brancos, e já sabia das várias opções de tintas naturais que eu encontraria. Já na primeira semana comprei a Color & Soin que é uma cor permanente com extratos vegetais. É difícil escolher, são várias opções de marcas, mas o mais complicado mesmo é entender a cor, eu comprei num mercado natural, então não havia palheta de cores, e as caixas mal vem com uma foto da cor (como isso realmente fizesse diferença, rs), então tem que confiar e ir na sorte.
Escolhi o “Blond Miel” (loiro mel), fui pra casa animada e com medo, porque tinta é um mistério, ainda mais quando se mexe com loiro, a gente nunca sabe quando vai sair um laranja. Fiquei muito aflita durante o processo e enquanto esperava o tempo da tinta, rezava um pouquinho pra que tudo desse certo. A reza foi forte e deu super certo. Eu amei a cor, ficou um loiro mel bem bonito e também melhorou a textura do meu cabelo. Ah! Quando fiz a mistura da tinta e apliquei no cabelo fiquei impressionada com a suavidade do produto, não tinha aquele cheiro forte de tinta, não tinha cheiro nenhum na verdade, e também não senti nenhuma ardência ou coceira no coro cabeludo, foi uma beleza!

Bom, a minha felicidade durou quase 4 semanas, os fios brancos começaram a interromper a harmonia daquele loiro mel IMG_3570 que eu nunca tinha tido, saquinho! Me encontrei numa dúvida cruel, comprar a mesma tinta e garantir a cor que estava me fazendo tão feliz, ou continuar na minha missão – experimentar o máximo de produtos pra poder compartilhar aqui no blog. Meu dever com o Hairdrama falou mais alto, e eu disse “au revoir” ao loiro mel. Dessa vez comprei a tinta no Naturalia, um outro mercado orgânico um pouco mais simples que o outro. Comprei  a cor “Blond Moyen” (meio loiro) do Beliflor. Tive a sensação de ser tão suave quanto o Color & Soin, e mais uma vez durante o processo, comecei a rezar pra que não ficasse laranja. Bom, a reza deu certo, laranja não ficou, rs! Não sei até agora o que aconteceu, mas tenho a impressão de que foi uma reação química entre as duas tintas e as mechas que já estava lá antes da minha viagem, porque foram só as mechas que ficaram esverdeadas, e foi isso que me irritou, porque fora as mechas a cor ficou incrível!!! Um mel brilhoso, apagado pelo verde opaco, rs! Fiquei arrasada. Mas é isso, tinta é química e quando não entendemos muito, é melhor ficar no seguro, a não ser que você tenha muito cabelo  e seja desprendida, rs!

 

 

IMG_3569 Me deu uma louca depois disso e eu comprei mais uma tinta de caixinha, a Korres uma marca Grega, dessa vez no Beauty Monop, loja que só fui entrar no final da viagem e nossa como me arrependi. É uma loja de produtos de beleza em geral, mas fiquei impressionada com a quantidade de opções de tinta mais suaves e com a aparência mais profissa. Escolhi o “light honey chestnut” (castanho mel claro), porque fico achando que o escuro sempre cobre (mas não sei se isso confere, afinal como já mostrado aqui, nunca sabemos quando vai haver uma reação química), mas ainda não tive coragem de experimentar.  Os brancos estão novamente tomando conta, eu continuo com mechas esverdeadas e não sei se chamo um mestre da juba pra me salvar ou se arrisco mais uma vez, afinal é mais uma marca pra compartilhar com vocês. :)

Ah! Quero deixar claro que o meu cabelo ter ficado verde não tem nada a ver com a qualidade do produto que eu utilizei, inclusive ambos tem aviso sobre a interferência de outros produtos, o problema foi eu querer misturar tudo. Recomendo os dois! E outra coisa, é que nenhuma dessas tintas é orgânica, na verdade não encontrei tinta orgânica, mas sim, tintas naturais, sem amônia, sem parabeno, sem silicone, sem óleo mineral, sem metal pesado, sem resorcionol, o que é uma maravilha, porque acho que das piores coisas pra nossa saúde se tratando de produtos de beleza, são as tinturas.

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Primeira tentativa: logo depois comecei a rezar.

cabelo mel

A cor que eu amei, e durou um mês :(

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Hairdrama.

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Ao vivo é pior!

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terça-feira

13

janeiro 2015

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Voltando ao “normal”: um diário do último dia colorido

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Por Diana Herzog

Rio de Janeiro, 22 de Novembro de 2014.

Eu estou aqui contando os minutos ou tentando não contar os minutos para voltar ao “normal”. Estou realmente com o coração apertado e um medo enorme de me ver loira ou morena (ainda não sei a cor que vou colocar) e não me reconhecer, não gostar mais. Sinto isso de verdade. Esses dois meses de cor foram únicos, nunca mudei tantas vezes de colorido, eu explico: o rosa ou o azul, enfim o colorido, você coloca, mas sai todo dia um pouquinho no banho, então todo dia é diferente, todo dia eu me via com um novo tom. As pessoas não entendem, porque realmente, se você parar para pensar, ter o cabelo rosa já é “esquisito”, mas é realmente uma experiência um dia ter ele rosa, outro dia ter roxo, rosa claro, rosa branco, depois rosa pink, enfim… cada dia uma cor, um tom, cada dia um encontro comigo mesma. E cabelo é realmente isso, ele muda a gente, ele muda a gente de fora para dentro, e agora pensando bem de dentro para fora. Mas é isso, durante esses dois meses me senti outra, mais segura, mais interessante, e na maioria das vezes não lembrava de estar “diferente”, porque assim, não sei vocês, mas eu não ando com espelho na mão, rs! Então a minha sensação, meu diálogo comigo mesma e com o mundo mudou por causa da cor, apesar de muitas vezes estar “colorida” não passava pelo meu pensamento, mas não sei, acho que eu já era outra. E agora o medo de mudar, de voltar, de não me encontrar mais, de não conseguir mais enxergar essa Diana que eu conheci nos últimos dois meses. Eu imagino que deve ter gente achando que a cor me deixou um pouco esquizofrênica, lendo esse texto, rs, mas é o que eu estou sentindo e é estranho. Será que essa Diana vai continuar por aqui mesmo sem cor, será que eu me conectei com um lado que eu não conhecia e agora ele vai me acompanhar independentemente do cabelo? Ou será que vai embora no primeiro segundo em que me olhar no espelho sem o rosa.

Eu imagino também que deve ter gente pensando, nossa quanto superficialidade, é só aparência, a superfície, blá blá blá… Mas a sensação que eu tenho, é que é alma, e não é a toa que eu e Julia criamos esse blog, porque cabelo é transformador, cabelo é energia. Mesmo! Enfim… muitas coisas, muitos sentimentos… deixo o computador agora para me arrumar, pegar minha bike, meu capacete rosa (que será minha única maneira de ter o rosa na cabeça, rs) e voar para o salão para encontrar com o nosso super querido e talentos Alê Carvalho (mestre da juba) e me reencontrar ou me desencontrar.

voltando ao normal

Antes e depois… a cara da felicidade (só que não) logo antes de sair de casa pra tirar o roxo, rsrs!

cabeça colorida

Vida em cores!

terça-feira

9

dezembro 2014

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Barbearia está de volta! Esse é só para os homens ou para as mulheres dos homens, rs!

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No studio da Carla.

As barbearias estão de volta! Já faz muito tempo que saiu de moda homem querer cuidar do próprio cabelo, inclusive não só saiu de moda como virou uma opressão, homem cuidando do cabelo… só careca. Virou cool, homem dizer que não faz nada no cabelo, que paga $5 reais pra cortar ou que não lembra a última vez que penteou. Ah! Queremos deixar claro que também gostamos desse estilo bagunçado, mas só isso como opção e ditadura capilar masculina fica beeem chato. Tem que haver espaço pra tudo, e a verdade é que os espaços pra cortes masculinos foram aos poucos diminuindo… o barbeiro… só aquele mesmo antigo que cortava o cabelo  do meu avô.

E ainda bem que isso tudo vem mudando, lá em NY já é moda há muito tempo, nós nem sabemos se chegou a sair de moda, mas por aqui sim, saiu, mas graças a deus estamos sendo contagiados. Ainda temos poucas opções, exceto São Paulo que está cheio de barbearias, fizemos uma pesquisa rápida e o que não falta é lugar bacana, estiloso, retrô, que oferecem várias coisas, entre elas até um bar com inúmeros rótulos de cervejas importadas. Deu muita vontade de ir, tipo agora! Mas como moramos no Rio não rola, né. Por aqui a coisa ainda é fraca, tem um ou outro dentro de shopping e não tão charmosos como os de SP. Mas do jeito que coisa tá indo rápido, já já aparece um. O que temos aqui é o Studio da Carla Biriba, maquiadora e hairstylist incrível (super especiliazada em corte masculino, poderíamos até dizer que ela é barbeira, rs!) que já deu dicas sobre cachos pro blog. P1060540 Eu, Diana, fui acompanhar o meu marido Luiz André Alvim, cortar o cabelo com a Carla. E foi demais, ela cortou o cabelo dele lindamente, dá pra ver no vídeo, e nós amamos o resultado, e eu não estou exagerando, a última vez que ele curtiu um corte, foi numa barbearia no Brooklyn que inclusive virou até post. O marido da Carla, o Ciro Luporini acabou de voltar de Londres, onde foi estudar barbearia, e agora já está atendendo os homens do Rio. Então quer dizer, temos uma power couple liderando esse movimento aqui na cidade maravilhosa. Em BH, interior de São Paulo, Curitiba, Brasilia, também tem barbearias, enfim… dêem uma busca na internet, talvez achem uma opção perto, e se ainda não tiver nenhuma… olha aí, um bom negócio pra começar, rs!

A coisa tá ficando tão, tão na moda, que a Axe acabou de lançar a Matte Effect, uma linha de produtos só pra cabelos, com cera modeladora, spray, etc… é uma beleza, a Carla usou no Luiz André, inclusive foi ela que nos deu a dica. axe

Então gente o que fica é, homens com cabelos modelados, bem cortados e estilosos estão back in, e nós estamos felizes da vida, porque também gostamos desse look mais urbano e retrô. Mas o mais importante disso tudo é: o homem poder se sentir a vontade pra fazer o que quiser e usar o cabelo como bem entender, sem ser taxado de nomes – cá pra nós, preconceituosos, equivocados e desnecessários.

Partiu barbearia!

São Paulo liderando a tendência:

barbearia 9 de julho_

Barbearia 9 de Julho, das pioneiras em São Paulo

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Retrô Hair no espaço também tem um salão de beleza feminino.

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A Barbearia Corleone é a que tem um cardápio extenso de cervejas importadas.

 

quinta-feira

16

outubro 2014

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Um corte transforma uma vida – Renata Guida e a sua franja.

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“Une femme qui se coupe les cheveux est une femme qui s’apprête à changer de vie”

guida rita lee

De Rita Lee – de chapéu com aplique. Sem chapéu pós-corte.

Nunca essa máxima de Coco Chanel fez tanto sentido pra mim como quando eu cortei minha franja. Cortar a franja não foi uma escolha minha, pelo contrário, eu fiz tudo o que pude pra evitar. Mas pra interpretar a Rita Lee no filme “Tim Maia” que estreia agora dia 30 de Outubro, a visagista da equipe me informou que eu teria que cortá-la.. Eu prontamente liguei para uma grande amiga cabeleireira e perguntei onde poderia achar um ótimo aplique de franja aqui no Rio de Janeiro. Ela me indicou a Tonicha em Copacabana e lá fui eu, correndo atrás do que seria minha salvação. Felizmente encontrei o tal aplique, testei, aprendi a colocar e ficou ótimo. Voltei a ficar tranquila convencida de que a visagista adoraria minha idéia. Cheguei no dia da prova de cabelo e maquiagem toda feliz com meu aplique na mão e contando do meu maravilhoso achado quando a visagista olhou pra mim seriamente e disse: “- Querida, não adianta. Você vai ter que cortar a franja”. Frio na barriga e só me restava aceitar.

O aplique e com aplique.

O aplique e com aplique.

Cabelo de atriz é assim mesmo, não tem vontade própria, e me veio uma retrospectiva de tudo o que meu cabelo tinha passado até então: Cheguei ao Rio de Janeiro com ele virgenzinho, loiro acinzentado. Quando fui aprovada para a peça “Clandestinos” o diretor João Falcão me pediu para ficar ruiva. Mas não um ruivinho fogo claro, um ruivo vinho, bem forte.

Ruiva para o "Clandestinos"

Ruiva para o “Clandestinos”

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Na peça Jim

Chorei na cadeira do cabeleireiro, que depois de ver meu cabelo pintado me disse pra eu ficar feliz, pois eu tinha a alma ruiva e ele tinha revelado isso pra mim. O ruivo vinho impactou e eu acabei gostando, mas não durou muito porque desbotava rápido no meu cabelo claro. Mantive ele por cerca de um ano e depois nos outros dois anos da peça (sim, ela ficou aproximadamente 3 anos em cartaz) adotei o ruivo claro dourado, mais natural.  Quando fomos gravar a série homônima na Rede Globo, a visagista decidiu que meu tom deveria ser castanho escuro. Pintamos, mas como o ruivo já estava há muito tempo e não saía com facilidade, o cabelo escureceu mas continuou avermelhado. Depois da série, peguei um outro trabalho em que queriam meu cabelo bem loiro, tive que descolorir muito pra poder tirar o castanho e o ruivo, e voltar a ser loira. Num mesmo ano eu tinha sido ruiva, castanha e loira! E meu cabelo ficara destruído. Demorou um bom tempo pra ele se recuperar. Lembrando de tudo isso enquanto aguardava o corte pensei: “O que é uma franja perto de tudo que o pobrezinho do meu cabelo já passou? Ok, vamos lá!” E a visagista cortou minha franja. Mas não era uma franjinha simples. Era uma franja enorme bem estilo 70’s . Me assustei quando olhei no espelho. Eu tinha gostado bastante, mas não me reconhecia de jeito nenhum. Quem era aquela pessoa franjuda? Foi muito estranho. Junto com as filmagens engatei uma peça nova na qual eu faria Pamela Courson, companheira do Jim Morrison.   A franja em estilo 70’s caiu como uma luva. E foi uma época realmente de mudanças, de experimentar outra(s) Renata(s) e outras possibilidades de energia tanto no palco e diante das câmeras quanto na vida.  Artisticamente encontrei outros lugares, que obviamente não resultaram só da franja, mas que sim, foram contaminados por ela. Pude explorar um lado mais sensual, que até então não tinha aparecido em trabalhos anteriores. Eu nunca achei que uma franja pudesse transformar tanta coisa. Quando vi a Diana com o cabelo rosa e os trabalhos recentes que ela fez com o mesmo, tive que comentar com ela sobre a potência real dessas mudanças. Eu vi no clipe da música Don’t Swim do Keaton Henson uma Diana que eu nunca tinha visto, e é claro que essa Diana já existia e pulsava, mas que o cabelo rosa ajudou bastante, disso eu não tenho dúvidas. Respeito muito esse pensamento do Oscar Wilde em “O Retrato de Dorian Gray”: “ Só as pessoas frívolas é que não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível e não o invisível… ”  Um viva para as mudanças visíveis!! E que elas continuem colaborando com as mudanças mais profundas, sutis e invisíveis!

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Também na peça Jim

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Antes da franja.

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Castanho para o seriado “Clandestinos”

segunda-feira

22

setembro 2014

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Caminhando para o rosa: primeira parada platinado

Written by , Posted in HAIRDRAMAS, Mestres das Jubas, TROCA TROCA - PERSONAGENS

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Por Diana Herzog

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Com o Alê e a sua assistente Fernanda.

Já estava me preparando pra ir pra Bolívia filmar um videoclip, eis que alguns dias antes numa reunião via Skype o diretor João Nuno e a assistente de direção (minha queridíssima prima-irmã)  Fernanda Polacow, de mansinho começam a me preparar pra pergunta: “Você pintaria seu cabelo de rosa pro filme? Primeiro ri um monte, acho que de nervoso, porque já me vi no salão tendo que descolorir meu cabelo DE NOVO, mas depois continuei rindo de desespero porque tinha acabado de dizer sim.  Fazer o que né gente –  é a minha profissão, o diretor acha que é necessário para o resultado final do filme, e claro tenho um blog com a Julia que se chama HAIRDRAMA, não deu nem pra ficar na dúvida, só no desespero mesmo. O louco é que como eu já disse já estava me preparando pra ir pra Bolívia, quer dizer tive uma semana pra fazer essa transformação. Dois dias após a conversa já estava no salão descolorindo, que é essa primeira parte e cinco dias depois estava colocando o rosa pink!

Confesso que foi muita emoção, muita reza e torcida pra que todos os meus poucos e queridos fios não debandassem em queda e quebra, rs! Corri pro nosso mestre da juba, Alê Carvalho, afinal ele tinha sido o último a mexer no meu cabelo, ele que fez a transformação do loiro pro chocolate (para ver a mudança clique aqui) no início do ano. Acho que numa transformação desse tipo, que requer uma decapagem é necessário estar com alguém que conheça bem o seu cabelo, pra entender os tempos e as dosagens do descolorante e minimizar as chances de um hairdrama, rs!

Nesse post vocês podem conferir a primeira parte do processo, que demora muito, porque descolorir é sempre um procedimento loooongo. O mais legal de acompanhar o passo a passo, é ouvir as dicas que o Alê dá sobre como fazer tudo da maneira mais delicada possível, com o objetivo de preservar ao máximo cada fio de cabelo.

E realmente ele arrasou, até agora meu cabelo não caiu, rs! Na verdade aguentou tudo firme forte, não vou mentir pra vcs, é óbvio que o fio com o pigmento castanho tem mais brilho e é mais encorpado, mas considerando o trauma tá tudo cor de rosa!

Alê e Diana

Tomando coragem pra começar!

Ju e Di

Gatas!

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Primeira parte, sem raiz, dica do Alê.

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Amarelo, já já segunda decapagem.

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Com medo

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Mecha teste

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Yeah!!!! Com cabelo!! As duas loiras, isso não acontecia há um tempo!

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Fiquei assim de sexta à terça, rs!

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Alexandre Carvalho

 

Formado em Jornalismo, sempre esteve ligado aos eventos de moda onde começou a se interessar por cabelo. Entre uma pauta e outra, começou a dedicar suas horas vagas aos cursos de cabeleireiro e visagismo.

Completou dez anos de profissão com um curriculum bem diversificado, jacques Dessange Paris, Vidal Sassoon Alemanha e Los Angeles, Redken Em NY e Las Vegas , Bumble and Bumble NY, Toni and Guy Londres, Longueras Argentina, entre outros… Além de ter sido formado pela academia L’oreal de cabeleireiros no Brasil. Nesses dez anos de profissão, oito são dedicados a família Crystal hair no Leblon , onde tem um grande prazer de fazer parte da equipe.

 

Cristal Hair Leblon

 

Endereço: Rua Almirante Guilhem, 255 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22440-000

Telefone:(21) 2512-4342

quarta-feira

3

setembro 2014

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Elba X Zuleica – Raquel Villar conta a história do seu cabelo

Written by , Posted in CABELO CRESPO É TUDO!, HAIRDRAMAS

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Convidamos nossa amiga, a  atriz Raquel Villar  pra contar um pouco a história do seu cabelo, afinal não é fácil assumir a “Elba” num mundo onde “cabelo crespo” muitas vezes é visto como algo negativo, como um defeito e não como uma qualidade. Essa história do liso escorrido está passando, mas existe há muito tempo, e acaba sempre afetando de uma forma ou de outra as donas das cabeças mais interessantes e cheias de personalidades. No seu relato hilário, Raquel mostra o drama, ou melhor, o hairdrama, que passou  até conseguir aceitar e começar a gostar dos seus fios ao natural. Nós não temos cabelos crespos, na verdade quase não temos cabelos, rs, mas sabemos que a maioria das mulheres brasileiras têm, e muitas não sabem como cuidar de suas cabeleiras, então resolvemos abrir um espaço aqui no blog pra facilitar esse assunto, teremos diferentes mulheres contando histórias, dando dicas, etc…  e quem sabe assim não vemos mais “Elbas” por aí.  Com vocês RAQUEL VILLAR!!!!
raquel jovem

Segunda a Raquel: “Elba jovem”

 Elba X Zuleica

Relembrando a época dos diários, vamos aos cabelos!


 Eu, Raquel, aos 12 anos:
12 anos foi a idade em que eu dei meu primeiro beijo, e eu não sei se o que mais me marcou nessa fase foi eu ter dado o meu primeiro beijo, ou a franja loira que eu tinha .. (?) .. Sim, era uma franja loira, e não só era uma franja loira, mas tinha também uma parte que não chegava a ter o mesmo comprimento do cabelo, mas também não era franja, era um cacho médio e loiro, sim, loiro. O resto era natural, castanho, e na maioria das vezes eu o usava preso. Só a franja e aquela coisinha média loira pendurada no rosto. 
 
Bom, eu sempre tive muita liberdade com meu cabelo, e sempre estava inventando alguma coisa, fazia trancinhas nele todo, tentava pintar com papel crepom, mas nunca fazia o visual black, e quando o fazia, levava na piada : “Olha, sou a Elba Ramalho!” (Dos anos 80). Eu achava que isso era piada, quando na verdade era uma falta de conhecimento meu, para entender o cabelo lindo que eu e Elba tínhamos em comum. Então eu sempre escondia a Elba dentro de mim.
 
Fui crescendo e aos 15 anos ainda tinha aquela imagem do cabelo liso como o cabelo perfeito, todo mundo alisava, fazia escova, toca, e blabla.. Comigo não era diferente, cansei de dormir de toca, meu tio até me apelidou de Zuleica. Na verdade Zuleica era o nome da entidade toca, quem a colocava estava fadado a ser Zuleica. Eu vivi sendo Zuleica por um bom tempo.
 
Um dia resolvi alisar, pode dar nomes das marcas aqui? 
Lá vai: “Alise&Tinge”, foi uma das piores coisas que eu fiz com o meu cabelo, por causa da química ele quebrou muito! E eu ganhei uma franja bem atrás da minha cabeça, era bizarro. Nessa época eu já tinha sido muita coisa, loira, morena, henna, mexas e por aí vai .. Mas por causa desse estrago que eu fiz no cabelo, eu tive que corta-lo bem curto, foi um corte meio louco Werner Style, e foi daí que a salvação foi chegando. 
 
Eu resolvi que não queria mais química alguma, e fui deixando ele crescer natural, e fui começando a gostar. Aos 17/18 anos eu comecei a trabalhar mais com moda, e eles sempre faziam a Elba em mim, todos achavam um máximo, no fundo eu também gostava, mas não tinha coragem de usar casualmente ele assim. Foi passando o tempo, ele foi crescendo e cheio de cachos lindos, todo mundo elogiava, e eu comecei a perceber: “É, eu tenho cachos lindos!” Eu ainda fazia umas loucuras nele, como pintar a metade do cabelo de loiro, coisas assim que eu fazia em mim mesma no meu banheiro, até que fui parando de usar qualquer química para colorir e comecei a investir em hidratações. Nunca usei relaxamento de cachos.
 

Hoje, eu libertei a Elba!

Depois de ser encorajada a escovar o cabelo a seco, sem dó de desfazer os cachinhos perfeitos e deixar vir as ondas mais rebeldes, eu hoje me sinto muito mais livre. Sei bem como meu cabelo é, e não tenho vergonha dele, ao contrário, continuo querendo explorar minhas possibilidades capilares, só que agora eu o exploro a partir do meu natural. 
 
Hoje, eu cuido bastante, mas é de uma forma livre. Sem exageros, tentando entender o máximo de como ele é ao natural. Faço hidratações, e uso diferentes cremes e shampoos. Claro, acho lindo pirar, é preciso! Mas pirar com o cabelo ao natural é muito melhor.
 
Eu lembro quando eu tinha uns 10/11anos e eu admirava minha amiga, que tinha cabelo liso e loiro, e ela levava uma escova de cabelo e deixava os meninos ou as meninas pentear seu cabelo nas pausas das aulas. 
Eu queria tanto ser penteada também, mas como? ..
Eu pensava que era impossível. 
Hoje eu sei que não é.  
 
Se eu pensasse da forma que eu penso agora, ia ser um sucesso, ia chegar o recreio, e eu ia evocar:
 
  –  Quem quer conhecer a Elba!!??
 
E adeus xuxinha.
 
Beijos HAIRDRAMA,
foi um prazer fazer análise com vocês <3 
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quarta-feira

27

agosto 2014

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Do ruivo ao loiro… de novo….

Written by , Posted in HAIRDRAMAS, LOOKS, Mestres das Jubas

loiro

Por Julia Lund

Bom, como muitos já sabem, voltei a ser loira. Não é a primeira vez que passo por esse drama – ter que tirar o cobre do cabelo – quem ainda não viu dá pra ver meu hairdrama aqui,  mas é impossível se acostumar, rs. Ano passado fiquei ruiva para gravar a 2º temporada de “Do Amor”, e como eu gosto muito de mim com cabelos vermelhos, resolvi manter a cor por conta própria. Esse mês estreei a peça “A Conferência Dos Pássaros” e por um pedido do diretor, voltei a ser loira. Acho essa uma parte divertidíssima da minha profissão, as mudanças que sou “obrigada” a fazer; elas sempre me tiram do meu lugar de conforto e me obrigam a renovar o meu olhar sobre mim mesma.

Vamos ao processo: Escolhi o João Bosco, colorista gênio do Crystal Hair Leblon para fazer essa mudança. Sabiamente, depois de analisar meu cabelo, ele resolveu não descolorir, e sim fazer uma matização, e depois foi clareando fazendo uma balaiagem. O que posso afirmar é que meus fios estão super saudáveis, considerando o trauma. Além do João que é super querido e atencioso, tem a Martinha, assintente dele que cuida do meu cabelo com todo amor e carinho. Ele me indicou para uso em casa o shampoo silver da Bioderm e as ampolas de tratamento da Tresemme. Também me disse para passar vinagre de maça como uma última lavada no cabelo, faremos um post já já falando só sobre isso. Eu tô fazendo tudo que ele indicou! Fizemos um vídeo para vocês entenderem melhor como foi o processo.

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João Bosco

 

João Bosco tem grande experiência como colorista, tendo viajado o mundo para conquistar sua técnica. Trabalhou muitos anos na franquia francesa Jacques Dessange, e fez cursos no Tony and Guy em Londres, Jacques Dessange Paris, Vidal Sasson Alemanha, Los Angeles entre outros. Tem entre suas clientes diversos artistas e jornalistas. Há seis anos trabalha no Crystal Hair Leblon.

 

Cristal Hair Leblon

 

Endereço: Rua Almirante Guilhem, 255 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22440-000

Telefone:(21) 2512-4342

segunda-feira

23

junho 2014

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HAIRDRAMA em casa – DIY pintando o cabelo

Written by , Posted in HAIRDRAMAS

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Por Diana Herzog

O negócio é o seguinte, agora que eu estou morena não dá mais pra ficar meses sem retocar a raiz – sim eu estou com muuuitos fios brancos – o loiro super disfarçava, mas agora o branco parece que acende no meio do castanho. Fui fazer o primeiro retoque com o Alexandre Carvalho, nosso Mestre da Juba, mas no segundo retoque tomei coragem, peguei a receita que o Alê me passou e resolvi fazer em casa. Filmei todo o processo – que gente é quase uma micagem, mas serve de exemplo do que não fazer, rs! Mas também tem várias dicas, inclusive de shampoo e condicionador maravilhosos.

A receita do Alê é:

Magirel da L’Oreal – 1/2 tubo do 6 e 1/2 tubo do 6.3. Misturar com um pote de água oxigenada da L’Oreal. E pronto! Essa é a receita, agora a prática dela, quero dizer, separar as mechas com o pentinho e aplicar a tinta com pincel direitinho,  já são outros quinhentos e vocês vão ver.

No final deu certo, quer dizer mais ou menos… mas deu certo.

Tá tudo no vídeo – divirtam-se com o meu hairdrama, rs!

segunda-feira

16

junho 2014

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Os cabelos mais divertidos, esquisitos e engraçados da copa!

Written by , Posted in HAIRDRAMAS, LOOKS

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Acho que vocês já devem ter percebido, mas não estamos conseguindo não falar da copa do mundo. Não tem jeito, nós só vemos cabelo!! Talvez seja o evento no mundo com mais hairdramas, hairdos e hairdonts. Fizemos uma seleção do que tá rolando de mais estranho, diferente, inovador pelas gramas dos nossos estádios, alguns são ótimos, outros, nem tanto… mas vale muito a pena ver, deixa a gente de bom humor, rs!

domingo

1

junho 2014

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HAIRDRAMA na peça “A Bruxinha que Era Boa”

Written by , Posted in HAIRDRAMAS, TROCA TROCA - PERSONAGENS

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Por Diana Herzog

Não sei se todo mundo aqui sabe, mas eu estou em cartaz no teatro O Tablado com a peça “A Bruxinha que Era Boa” da Maria Clara Machado, e coincidência ou não, é o trabalho que participo com o maior número de hairdramas ou perucas. Somos doze em cena, contando com os músicos, e dos doze, 6 atores usam perucas, perucas muito doidas e coloridas – incríveis, confeccionadas pela mestre Márcia Moraes. A Márcia é A peruqueira, há muitos anos ela faz as perucas das peças do Tablado, além de vários outros espetáculos teatrais, nesse momento o cabelo da Letícia Spiller na peça “Edypop” é mais uma criação sua. 

Eu falo aqui que essas perucas são um hairdrama, não pela aparência delas, porque já disse são incríveis, mas pelo processo, não só da concepção e criação para dar vida a cada, como o processo que as atrizes e o Jonhy (único ator que usa peruca) passam todo final de semana para se transformarem em seus respectivos personagens. Gente, é tanto hairdrama, que temos sempre a própria Marcinha ou sua fiel assistente Ana ajudando pra dar tranquilidade à todos. Primeiro, elas fazem uma touca – tipo touca que nossas mães e avós faziam para alisar o cabelo – e por último colocam a personagem ou a peruca. Olha eu sei que as duas coisas são bem difíceis encaradas solitáriamente, porque eu seria a sétima pessoa com peruca no elenco. Fazer touca pra mim é até fácil, porque não preciso fazer touca, como vocês já estão carecas de saber, eu tenho pouco cabelo, mas colocar a peruca é terrível, conseguir atravessar os grampos pra manter a desgraçada presinha no lugar, é muuuuito difícil. É por isso, que a chamei de desgraçada, porque na décima tentativa de enfiar o mesmo grampo, eu já estava desgraçando a peruca. Bom pra mim e pra minha peruca que já estava mais do que desgraçada, a Cacá Mourthé (diretora) praticamente na véspera decidiu que a Bruxinha Ângela (personagem que faço) não usaria mais peruca. E realmente, ela tinha razão, eu não estava conseguindo fazer, sei lá, não encontrava a personagem, e no dia em que ensaiei sem a dita cuja, foi incrível, mas me deu uma leveza, uma molecagem, que com ela na cabeça não acontecia. Gente! A gente fala aqui – cabelo é tudo! No caso dessa montagem poderia até dizer que é a alma da personagem. Só sei que hoje me arrumar pra cena é facílimo, não só porque não uso peruca, mas também não uso nenhuma prótese, bruxa tem nariz grande, né, e bruxinha boa não, rs!

Estou escrevendo muito, o mais legal aqui é o vídeo, ele é longo, mas não tem jeito, mostrar seis atores se caracterizando é uma arte. Quem gostar, se animar e estiver pelo Rio de Janeiro, vai lá no Tablado nos fazer uma visita, ficamos em cartaz até agosto – Sábados e Domingos às 17:00.

E por falar em domingo, daqui a pouco tô lá fazendo tudo isso que vocês vão ver no vídeo.