HAIRDRAMA

TROCA TROCA – PERSONAGENS Archive

segunda-feira

20

julho 2015

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Long Bob platinado de Julia Lund

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Bom, faz um mês que eu terminei a temporada da peça “Estamos indo embora …” e não é a toa que só agora tive tempo de parar e escrever esse post.

Como muitos já devem saber, eu mudei (um pouco) a cor e o corte do meu cabelo para fazer a peça. Como o projeto é meu e do Luiz Felipe Reis, tive total liberdade de escolher o que eu queria fazer com o meu cabelo.

Desde o início eu  pensei num cabelo que não me desse muito trabalho. Algo que fosse uma variação da minha cor original, para que quando começasse a crescer a raiz, não virasse o grande problema da minha vida (quem pinta cabelo de uma cor muito diferente da original, sabe do que estou falando). Também queria que fosse um corte com um ar moderno, contemporâneo, e daí cismei com esse tal de long bob.

Realmente é um corte que está super na moda, aqui e fora do Brasil, e possui algumas variações:

. Wave bob: Para cabelos mais curtos; No modelo clássico, as madeixas devem estar mais curtas e a parte mais comprida deve estar alinhada com o meio da orelha.

.Long bob: Como o nome já diz, é o mesmo corte, mas mantendo o comprimento longo.

O Anderson Couto é um queridíssimo amigo nosso (meu e da Diana) , e como já devem ter ouvido falar: um hairstylist incrível. Tipo gênio, rs. Ele topou entrar no meu projeto como parceiro (mesmo com a agenda mega lotada) e lá fui eu me aventurar em mais uma mudança capilar, rs.

Eu simplesmente amei o resultado! Fiquei algumas boas  horas no Salão Majestic , mas valeu cada segundo. Antes de ir embora, ganhei uma super make da Carla Barraqui e uma pequena sessão de fotos para mostrar meu new hair.

E assim como eu tinha desejado, esse cabelo realmente está me dando pouco trabalho. Porque não dar NENHUM trabalho é impossível né gente?! Já faz muito tempo em que eu deixei de ser essa pessoa que sai com ele molhado na rua e ele seca lindo. Não rola! Sempre tenho que dar uma secada e passar uns três produtos.

Eu e o Anderson optamos por não chegar naquele loiro quase branco, porque iria detonar muito os fios e eu teria que ter o triplo de cuidados para manter.

Cuidar hoje é muito simples: passo o shampoo roxo da Bioderm de 15 em 15 dias e faço uma vez por mês o tratamento com o penetrait (post).

Estou muito afim de experimentar o Cellophanes Clear ou o Pearl Blond, que são indicados para loiras. Já escrevi um post aqui falando do meu amor por esse produto, usava muito quando estava ruiva e amava. Mas o que eu tenho é o Gold Red que tem pigmento vermelho, ou seja, só serve para ruivas.

Quis dividir um pouquinho aqui dessa minha little transformation. Quem se anima para um um bob?

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http-::josephmichaels.net:breathtaking-bobs-alexander-pressler:

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sexta-feira

7

novembro 2014

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6 horas pra ter o cabelo rosa! Julia Tavares e seu beautiful pink hair.

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Antes/Depois

POR JULIA LUND

Fui acompanhar a minha amiga- gata- atriz Julia Tavares no salão Crystal Hair, para encontrar o nosso Mestre da Juba Alê Carvalho e fazer sua transformação: cabelo preto –> cabelo rosa. Como a Diana tinha acabado de fazer o mesmo processo (quer dizer, quase o mesmo, porque o cabelo da Diana estava mais claro e curto) e eu já tinha sentido o tamanho do drama, decidi então estar perto da Julia nesse momento tão singular, e claro, nada como um post desses para dar jus ao nome desse blog. A Diana não pôde acompanhar, porque estava usando o seu cabelo rosa no clipe do Keaton Hanson na Bolívia.

Bom, primeiro preciso dizer que o processo durou 6 horas (!!!!), devido ao tamanho do cabelo dela (enorme) e a cor (estava preto preto). A Julia escreveu relato pra gente contando como foi essa experiência. Pra mim, foi  exaustiva e fascinante ao mesmo tempo. Além de registrar tudo aqui pro blog, minha função ali era também dar um apoio moral pra ela, o que aconteceu bem claramente quando, depois de duas descolorações, a Julia começou a delirar e falar coisas absurdas como querer voltar pro cabelo preto e desistir do rosa. Na mesma hora, eu e o Alê falamos:  “NÃO!! Tá louca? Descoloriu todo esse cabelo pra nada? Vai morrer na praia? Agora vai até o fim! ” E que bom que a gente disse isso, porque ficou incrível o resultado!! E ela ficou feliz da vida.

Preciso ressaltar aqui o talento e cuidado do Alexandre Carvalho, ele foi sensacional!!! E também a coragem e ousadia da Julia, que fez essa mudança para fazer a peça “Noises Off ou Uma Peça Pelo Avesso”. Aliás, coragem é de fato uma característica dela, pra quem não lembra, a Ju escreveu há um tempo um post aqui pra gente, falando sobre o uso do Monovin A, produto super controverso, criado para ser usado em crina de cavalo, mas que algumas mulheres usam para dar um boost de hidratação no cabelo. A Julia é uma delas :)

 

POR JULIA TAVARES

Eu sempre tive uma dificuldade enorme de acordar cedo. Mas nesse dia foi diferente. Nesse dia eu pulei da cama feito uma criança na manhã de Natal. Não sei nem dizer se eu havia de fato dormido, tamanha era minha ansiedade. Mas finalmente o dia tinha chegado. Era o dia de pintar o meu cabelo de rosa.

Ainda faltava um mês pra estreia da minha peça mas eu optei por fazer logo a transformação por dois motivos: primeiro pra me acostumar com essa mudança que seria tão radical e segundo pra ter tempo até a estreia para o caso de algo dar errado. Quem adora mudar o cabelo como eu, consegue imaginar o tamanho da minha ansiedade. Porque veja bem, não era um novo corte, ou uma coloração simples. Meu cabelo ia ficar rosa e eu não tinha a menor ideia de qual seria o resultado real disso. Tudo ia depender de como meu cabelo iria reagir a tanta química.

Então eu tratei de me arrumar rápido e me jogar dentro do primeiro taxi em direção ao salão. Quem me conhece bem, sabe que quando fico nervosa eu falo muito rápido e gesticulo bastante. E foi exatamente dessa forma que eu cheguei ao Crystal Hair, no Leblon. Era um medo, misturado com uma euforia danada. Eu falava, gesticulava e ria. Tudo ao mesmo tempo. Cheguei lá por volta de 10:00 e o processo começou logo. A gente ainda tinha muitas horas pela frente então partimos rápido para a primeira descoloração. Meu cabelo tava muito preto porque eu tinha tonalizado ele há pouco tempo, então o Alexandre me explicou que não tinha como saber ao certo quantas descolorações seriam necessárias. Quem ia dizer isso, era meu próprio cabelo. O Alexandre foi super carinhoso e cuidadoso. Ele fez tudo pra que o processo fosse o menos agressivo possível. Ele usou água oxigenada volume 10 e descoloriu a raiz ( que é mais sensível e abre bem mais rápido) apenas uma vez. Hoje eu posso dizer que isso foi fundamental pra saúde dos meus fios. Bom, o resultado da primeira descoloração foi um pouco frustrante porque o cabelo não abriu quase nada e ficou laranja. Me olhar no espelho naquele momento era bastante perturbador. Então eu respirei fundo e lá fomos nós pra segunda descoloração. Agora era a hora de fazer a raiz também. Fui ficando animada porque finalmente o cabelo parecia estar abrindo e com isso o loiro platinado chegando mais perto e isso era fundamental para o momento final do processo: a tonalização com a tinta rosa. Mas toda a minha esperança foi literalmente por água a baixo quando lavamos o cabelo. Ele ainda estava muito longe de um platinado. Já estava mais aberto que no primeiro momento, claro, mas ainda muito longe do ideal de base para uma tinta rosa. Eu me sentia numa mesa de cirurgia, com vários profissionais observando o meu caso e pensando o que seria melhor naquele momento. Uma terceira descoloração? Será? Foi então que o Alexandre com muita segurança me disse: “o seu cabelo aguenta mais uma descoloração”. Então lá fomos nós pra terceira etapa. É claro que eu confiava muito no Alexandre, mas naquele momento era impossível não estar com medo de perder o meu cabelo. Então era a hora de começar a rezar. E foi com muito, mas muito desespero que eu constatei que o cabelo não chegou ao platinado na terceira descoloração. O cabelo estava loiro, mas ainda muito amarelo. Não sabíamos se o rosa pegaria com uma base não platinada ( o ideal é o loiro branco) perguntei então ao Alexandre o que ele achava. Meu cabelo aguentaria uma quarta descoloração? Dessa vez a resposta não foi positiva simplesmente porque não havia como saber se meu cabelo continuaria na minha cabeça ou não, depois de tanta química. E nesse quesito, não há como arriscar, né?

Agora avalia o meu Hairdrama e pense em uma mulher apavorada. Era exatamente assim que eu me encontrava. E eu só conseguia pensar, ou melhor, eu não conseguia pensar em nada. O fato era que não tínhamos como saber se o rosa pegaria por completo em um loiro que não fosse platinado. E se ele não pegasse por completo seria bem complicado colocar qualquer tonalizante em cima de um rosa. Pensei em desistir de tudo. Juro! O Alexandre e a Julia tentavam me convencer. “Vai dar certo” eles diziam. Então foi assim, na bacia de enxague e de mãos dadas pra minha xará que eu disse: ” Vamos. Seja o que deus quiser”.

Ainda bem que eu sempre fui uma boa moça e ele atendeu o meu pedido. O resultado vocês viram no vídeo. Além de lindo ele permaneceu saudável. Graças aos cuidados e a experiência do genial Alexandre Carvalho. Talvez, meu cabelo resistisse a uma quarta descoloração, ou talvez se usássemos um volume mais forte da água oxigenada ele tivesse aberto, mas a questão é: a que preço? Por isso, não importa o quao radical seja a sua mudança, nunca deixe a saúde dos fios em segundo plano e sempre, sempre confie em um bom profissional. Porque bom mesmo é quando beleza e saúde caminham de mãos dadas. Hoje em dia, eu me preparo psicologicamente pra tirar o rosa. Me apeguei num grau que vocês nem imaginam. Mas outra peça vem aí, e com ela, outro cabelo. E que venha lindo e saudável, sempre.

Um beijo!

Antes/Depois

Antes/Depois

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Alexandre Carvalho

 

Formado em Jornalismo, sempre esteve ligado aos eventos de moda onde começou a se interessar por cabelo. Entre uma pauta e outra, começou a dedicar suas horas vagas aos cursos de cabeleireiro e visagismo.

Completou dez anos de profissão com um curriculum bem diversificado, jacques Dessange Paris, Vidal Sassoon Alemanha e Los Angeles, Redken Em NY e Las Vegas , Bumble and Bumble NY, Toni and Guy Londres, Longueras Argentina, entre outros… Além de ter sido formado pela academia L’oreal de cabeleireiros no Brasil. Nesses dez anos de profissão, oito são dedicados a família Crystal hair no Leblon , onde tem um grande prazer de fazer parte da equipe.

 

Cristal Hair Leblon

 

Endereço: Rua Almirante Guilhem, 255 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22440-000

Telefone:(21) 2512-4342

quarta-feira

5

novembro 2014

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Aline Fanju – Mudando de personagem em um final de semana ou Hairdrama

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Por Aline Fanju

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Meu hairdrama começou quando soube das datas de dois trabalhos que iria fazer. Gravaria a série “Refém” do canal da web Porta dos fundos até o fim de tarde de um sábado e começaria a gravar a série “Questão de família” do GNT cedíssimo na segunda seguinte! Estaria tudo tranquilo, se não fosse o fato de estar gravando uma série com o cabelo castanho e comprido e a série seguinte me querer loira e de cabelos curtos na altura do queixo!!! Eu só teria a noite de sábado e o domingo a tarde pra fazer essa transformação radical! Seria tempo suficiente? E que profissional aceitaria me receber num sábado a noite pra começar uma descoloração dessas?

Liguei para o Anderson Couto pedindo socorro e ele topou a empreitada!

Cheguei no salão Majestic Botofogo as 19:30H do sábado e lá estava o Anderson e sua equipe maravilhosa, prontos pra essa grande jornada noite adentro!

Mostrei algumas referencias de corte e cor pra ele. Uma das referencias que mais gostamos era a preferida da caracterização da série também! Um cabelo belíssimo curto da Cameron Diaz com uma franja longa.  Mas, decidimos que a cor era blondie demais pra mim, que meu cabelo não suportaria e que não combinaria com meu tom de pele. Entendemos também, que o comprimento precisaria ser mais um longbob do que um Chanel, pra caracterização poder mexer nele como bem entendesse sem que ficasse curto demais num babyliss, por exemplo!! Falamos sobre o estilo das mechas, vimos outras referencias e seguimos em frente!

Achei que estava mais preparada, gosto muito de mudanças, mas sou muito apegada a minhas madeixas (leonina, né?) e na primeira tesourada levei um baita susto!!! Era muito cabelo no chão e de repente meu cabelo já tava batendo na altura do ombro!!! Ahhhhhh que nervoso!!!

(Agora só penso que deveria ter guardado o cabelo pra doar… vacilei.)

Anderson me deu um tempo pra respirar, rimos um pouco e ele seguiu cortando, cuidando pra ficar bem descolado e  pra não ficar muito volumoso sobre tudo. Eu tenho muuuuuito cabelo! Ele cortou a franja , depois cortou um pouco mais, um pouco mais ( rs) e partimos pra descoloração!

Ele passou uma porção de instruções pra Vaninha e começamos com os papelotes!

Eu tenho tanto cabelo que quando você acha que tá acabando ainda falta metade!!!! Mas é tanto cabelo mesmo, que quando você tá passado o produto na segunda parte do cabelo já tem que ficar de olho na primeira!

Eles faziam uma coisa engraçada que eu nunca tinha visto! Mediam a temperatura de cada papelote. Se estivesse quente abriam, assopravam e fechavam novamente. Pra proteger o cabelo. Não sei dizer exatamente de quê.

E aí o lance agora era esperar, esperar, esperar, esperar… e ficar de olho vez ou outra na evolução da cor! Meu cabelo tende pro laranja, é preciso ficar atento!

Depois de muitas revistas de celebridades, de fofocas, de moda, concluímos que era hora de lavar.

Lavamos, secamos e não ficamos satisfeitos! A cor teria que estar mais aberta. Teríamos que mexer um pouco na cor da raiz também!! Queríamos um ombrê mais suave e não tão marcado, tão rock’n roll! A personagem pedia outra coisa!

Nessa altura já eram 2h da manhã e recomeçamos tudo!!! No cabelo todo!!! A disposição do Anderson e da equipe foi muito legal! Ele disse que a gente amanheceria lá, e só sairíamos do salão quando estivéssemos satisfeitos!!!

Mais um tanto de revistas, risadas a beça, as meninas da equipe perdendo definitivamente a balada delas de sábado na lapa, algumas cervejas e bolinhos de carne do Manolo e chegou a hora de secar e dar mais uma olhada!!! Ainda de cabelo molhado, tonalizamos e hidratamos!

Fomos secar pra ver a cor! Era muito engraçado! Tenho cabelo pra 3 cabeças (volto a dizer…) e então eram várias pessoas secando o meu cabelo pra ganharmos tempo!!!

Mas aí… Ufa!

Finalmente chegamos no que queríamos! A cor estava linda! Uma raiz esfumaçada linda e natural!

Eba!

Anderson ainda quis dar uns retoques no corte e voilá!

A Thaís de “Questão de família” tava nascendo!!!

Amei o resultado!

Chamamos um táxi e lá estava eu abraçando todos muito agradecida e exausta as 5h da manhã saindo do salão!!!

Eles arrasaram!

A galera da série aprovou o resultado, ficaram super felizes!

Na semana seguinte fiz 1 hidratação com a Joana Prudente no salão Crystal hair com a linha Joico e gostei pra caramba! E uso em casa a linha Penetrait da sebastian que salva a vida, também!

Em breve vou ter que usar um shampoo desses violetas pra tirar o amarelado, mas ainda não descobri que marca é a mais bacana! Aceito sugestões, inclusive! Rs

Agora é tratar pra caramba, porque cabelo descolorido não é fácil, e ver nas telinhas o resultado em abril do ano que vem quando a série estrear!!!

Mudanças são sempre emocionantes, felizes e trazem frescor quando estamos cercadas de profissionais bacanas, né?!

AGORA AS FOTOS!!!

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Referencia Cameron Diaz

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Como eu cheguei.

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Adeus cabelo!!

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Primeira etapa – corte – concluída. Ah! E esse é o Anderson!

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Equipe a mil, pra dar conta de tanto cabelo!

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Pronta começar a esperar…

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Esperando… olha aí o bolinho de carne do Manolo.

 

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E voilá! Com e sem franja!

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Equipe Majestic toda reunida!

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Eu e o Anderson.

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Linha Penetrait da Sebastian que falei.

Olha a Thaís aí! Com e sem cachos!

Olha a Thaís aí! Com e sem cachos!

 

 

quinta-feira

16

outubro 2014

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Um corte transforma uma vida – Renata Guida e a sua franja.

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guida rita lee

“Une femme qui se coupe les cheveux est une femme qui s’apprête à changer de vie”

guida rita lee

De Rita Lee – de chapéu com aplique. Sem chapéu pós-corte.

Nunca essa máxima de Coco Chanel fez tanto sentido pra mim como quando eu cortei minha franja. Cortar a franja não foi uma escolha minha, pelo contrário, eu fiz tudo o que pude pra evitar. Mas pra interpretar a Rita Lee no filme “Tim Maia” que estreia agora dia 30 de Outubro, a visagista da equipe me informou que eu teria que cortá-la.. Eu prontamente liguei para uma grande amiga cabeleireira e perguntei onde poderia achar um ótimo aplique de franja aqui no Rio de Janeiro. Ela me indicou a Tonicha em Copacabana e lá fui eu, correndo atrás do que seria minha salvação. Felizmente encontrei o tal aplique, testei, aprendi a colocar e ficou ótimo. Voltei a ficar tranquila convencida de que a visagista adoraria minha idéia. Cheguei no dia da prova de cabelo e maquiagem toda feliz com meu aplique na mão e contando do meu maravilhoso achado quando a visagista olhou pra mim seriamente e disse: “- Querida, não adianta. Você vai ter que cortar a franja”. Frio na barriga e só me restava aceitar.

O aplique e com aplique.

O aplique e com aplique.

Cabelo de atriz é assim mesmo, não tem vontade própria, e me veio uma retrospectiva de tudo o que meu cabelo tinha passado até então: Cheguei ao Rio de Janeiro com ele virgenzinho, loiro acinzentado. Quando fui aprovada para a peça “Clandestinos” o diretor João Falcão me pediu para ficar ruiva. Mas não um ruivinho fogo claro, um ruivo vinho, bem forte.

Ruiva para o "Clandestinos"

Ruiva para o “Clandestinos”

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Na peça Jim

Chorei na cadeira do cabeleireiro, que depois de ver meu cabelo pintado me disse pra eu ficar feliz, pois eu tinha a alma ruiva e ele tinha revelado isso pra mim. O ruivo vinho impactou e eu acabei gostando, mas não durou muito porque desbotava rápido no meu cabelo claro. Mantive ele por cerca de um ano e depois nos outros dois anos da peça (sim, ela ficou aproximadamente 3 anos em cartaz) adotei o ruivo claro dourado, mais natural.  Quando fomos gravar a série homônima na Rede Globo, a visagista decidiu que meu tom deveria ser castanho escuro. Pintamos, mas como o ruivo já estava há muito tempo e não saía com facilidade, o cabelo escureceu mas continuou avermelhado. Depois da série, peguei um outro trabalho em que queriam meu cabelo bem loiro, tive que descolorir muito pra poder tirar o castanho e o ruivo, e voltar a ser loira. Num mesmo ano eu tinha sido ruiva, castanha e loira! E meu cabelo ficara destruído. Demorou um bom tempo pra ele se recuperar. Lembrando de tudo isso enquanto aguardava o corte pensei: “O que é uma franja perto de tudo que o pobrezinho do meu cabelo já passou? Ok, vamos lá!” E a visagista cortou minha franja. Mas não era uma franjinha simples. Era uma franja enorme bem estilo 70’s . Me assustei quando olhei no espelho. Eu tinha gostado bastante, mas não me reconhecia de jeito nenhum. Quem era aquela pessoa franjuda? Foi muito estranho. Junto com as filmagens engatei uma peça nova na qual eu faria Pamela Courson, companheira do Jim Morrison.   A franja em estilo 70’s caiu como uma luva. E foi uma época realmente de mudanças, de experimentar outra(s) Renata(s) e outras possibilidades de energia tanto no palco e diante das câmeras quanto na vida.  Artisticamente encontrei outros lugares, que obviamente não resultaram só da franja, mas que sim, foram contaminados por ela. Pude explorar um lado mais sensual, que até então não tinha aparecido em trabalhos anteriores. Eu nunca achei que uma franja pudesse transformar tanta coisa. Quando vi a Diana com o cabelo rosa e os trabalhos recentes que ela fez com o mesmo, tive que comentar com ela sobre a potência real dessas mudanças. Eu vi no clipe da música Don’t Swim do Keaton Henson uma Diana que eu nunca tinha visto, e é claro que essa Diana já existia e pulsava, mas que o cabelo rosa ajudou bastante, disso eu não tenho dúvidas. Respeito muito esse pensamento do Oscar Wilde em “O Retrato de Dorian Gray”: “ Só as pessoas frívolas é que não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível e não o invisível… ”  Um viva para as mudanças visíveis!! E que elas continuem colaborando com as mudanças mais profundas, sutis e invisíveis!

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Também na peça Jim

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Antes da franja.

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Castanho para o seriado “Clandestinos”

terça-feira

7

outubro 2014

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HAIRDRAMA no clipe do Keaton Henson

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Captura de ecrã 2014-09-9, às 15.25.27

Por Diana Herzog:

Esse foi o trabalho responsável pelo cabelo rosa. O clipe tá no post, e é das coisas mais bonitas!! Foi filmado no Salar do Uyuni na Bolívia, e vcs vão ver que só podia ser com cabelo rosa.
Um mês depois e eu continuo com cabelo rosa, acho que tô gostando dessa onda colorida, achei que fosse tirar assim que voltasse da Bolívia… só que não, rs! Esse cabelo rosa que eu tanto to curtindo só aconteceu por causa desse clipe, por causa do diretor João Nuno que pediu delicadamente a mudança. Essa visão que ele teve, na minha opinião fez toda a diferença: qualquer outra cor de cabelo não teria funcionado igual, afinal ficou quase no mesmo tom que o pôr do sol e ajudou a criar a atmosfera onírica do filme. Eu tenho muito orgulho de ter feito parte desse trabalho, junto com uma pequena grande equipe, só de fera: Diretor: João Nuno, diretor de fotografia: Rui Poças, assistência de direção, produção e pesquisa: Fernanda Polocow, foquista: Nicolás Taborga, assistência de fotografia: Ali López, produção local e motorista: Gustavo Slucka e o motorista do segundo carro era o Roberto, éramos 8 no total. A produção foi da Delicatessen que fez o clipe para a música “Don’t Swim” do cantor inglês Keaton Henson. Ah! E claro o responsável pelo cabelo, quem leu os post mais antigos já sabe é o nosso mestre da juba Alexandre Carvalho, e o figurino é da minha querida amiga Elisa Faulhaber!!!

Foram 7 dias na Bolívia, mais exatamente no Salar do Uyuni, dois deslocando e o resto trabalhando. O local é incrível, tenho até dificuldade de descrever em palavras, então vejam o clipe que dá pra ter uma idéia. Lá é muito alto, está a 3.656 metros acima do nível médio do mar, então tem pouco oxigênio, é muito seco porque é um deserto de sal e faz muito frio de manhã e a noite, papo de -5 graus, 0 grau, 2 graus. Foi tudo muito intenso por causa das condições físicas, e claro porque tínhamos muito pra fazer em pouco tempo. Gente, as cenas lindas que parece que eu estou andando no céu foram feitas no pôr e nascer do sol, quer dizer, passei muito frio!!! (Reparem no figurino, colete e saia) Mas acho que todas essas dificuldades do clima somaram no resultado final, intensificaram a emoção, me permitiram chegar no meu limite físico várias vezes, e isso tudo aparece como emoção. Foi das experiências mais desafiadoras e gratificantes que já passei na minha vida. Lá eu já sentia isso, mas quando eu vi o clipe pronto, me emocionei profundamente, porque pude ver que tudo o que vivemos como equipe em intensidade aparecia em cada frame. Foi um presente! Espero que gostem! 

Aqui vão algumas fotos do making of!

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Chegando na Bolívia com pouca bagagem, rsrs!

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Nicólas e Fernanda.

 

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Rui Poças em ação

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improvisando, só alegria

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Ali López

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Gustavo com o Xamã.

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Com os mineiros de sal indo trabalhar na caçamba do carro.

 

 

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João se preparando pra filmar em cima do carro.

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Trabalhadora do sal.

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Mina de sal

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Equipe toda reunida no final.

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Captura de ecrã 2014-09-9, às 15.25.27 Captura de ecrã 2014-09-9, às 15.30.42

 

segunda-feira

29

setembro 2014

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Chegando no rosa!!!

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Por Diana Herzog

Bom a primeira parte vocês já viram, fiquei três dias com o cabelo platinado amarelo, quando cheguei no salão pra colocar o rosa já estava num estado mega feliz aliviada, rs!

Cheguei com uma tinta de uma marca que eu não conhecia, bem mais barata e que tinha o tom mais magenta, mais próximo da referência que o diretor tinha nos mandado. Resolvemos experimentar por causa da cor e foi um desastre, a tinta não pegou, meu cabelo espigou inteiro, fiquei tensa, na verdade quase apavorada de ficar com uma cabeça parecendo um pavão maluco. jean's color Percebemos que devíamos ter ido direto pro pink do Jean’s Color da Alfaparf, e funcionou que é uma beleza! O Alê aplicou a tinta direto no cabelo seco e deixou uns 5 minutos, porque já tínhamos feito uma mecha teste e sabíamos que no meu cabelo pegava muito rápido. E foi assim, em pouco mais de 5 minutos estava com a cabeça fosforescente, gente essa cor da Alfaparf é mega acesa, fica pink pink pink! Saí na rua nesse dia a sensação é de que eu estava andando com uma melância na cabeça, todo mundo olhava, rs! Foi uma onda! Mas fiquei tranquila, porque tinha visto como a mecha teste tinha desbotado em poucos dias, então tinha certeza de que aquela cor não ficaria, ufa! E não deu outra, pintei na terça e no sábado já estava rosa claro com a cor perfeita pro filme!

Aqui vão algumas dicas pra quem estiver tomando coragem pra fazer a mesma coisa:

– A tinta sai todo dia na lavagem, a espuma é rosa, e quando a cor ainda tá viva a toalha também fica um pouco rosa mas não mancha. Me falaram que fronha ficaria manchada, mas na real só na primeira noite, manchou um pouquinho, depois disso nunca mais.

– Como eu não curti o tom super pink original, segui a dica do Alê e diluí a tinta num condicionador e apliquei no cabelo molhado no banho antes do shampoo.

– Eu apliquei de vários jeitos, com pente, com pincel, com luvas. Se você quiser cobrir a cabeça toda a boa é passar um pente fino no cabelo, super funciona.

– Sempre use luvas!

– Se você quiser fazer só as pontas, coisa que fui fazer ontem, não precisa nem de pente, faz a misturinha da tinta com condicionador, coloca a luva e passa com a mão mesmo nas pontas. Deixa um pouquinho e depois tira.

– Se você colocou a tinta, ficou muito forte e você odiou, usa um shampoo de limpeza profunda que sai bastante, só não pode usar mais de uma vez por semana porque acaba com os fios. Dica da Diandra Ferreira (DI_FERREIRA no instagrama), dona de uma cabeça colorida.

– E se você gosta do tom clarinho se prepara pra pintar o cabelo a cada dois dias no banho. Porque como já falei sai muuuuuito!!!

P1060132– Ah! A Fernanda assistente do Alê colocou no meu cabelo um shampoo e máscara da Kerastase que fizeram milagre! Ainda não consegui comprar e por isso meu cabelo tem estado de mal comigo, rs! E tem também a dica que a Julia ja deu do vinagre de maça com a água depois do banho, é incrível!!!

Eu fiquei super feliz com o cabelo rosa, é realmente um experiência, eu recomendo a todos. Mas lembrem que descolorir é uma bosta e realmente detona muito os fios, mas pra fazer uma vez na vida vale muito a pena! O mundo colorido é bem bom!

E agora algumas fotos!!

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Essa era a referência.

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Primeira tentativa, foi um haidrama.

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Isso aqui já na Bolívia.

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Com o Alê a e Fernanda e uma cabeça acesa!

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Agora já colocando a Jean’s Color, entre o platinado e o rosa, que ainda não tá rosa né.

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Nos finalmentes!

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Tinha acabado de olhar o tom da cor, e naquele momento cheguei a achar que fosse ficar vermelho sangue, rs

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Me achando revolt com uma toalha branca na cabeça, aff, rs

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Foto mais colorida de todas!

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Esse tom de rosa eu gosto!

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Aqui foi dessa última vez que fiz só as pontas. Acho que até agora o meu preferido.

 

segunda-feira

22

setembro 2014

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Caminhando para o rosa: primeira parada platinado

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Por Diana Herzog

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Com o Alê e a sua assistente Fernanda.

Já estava me preparando pra ir pra Bolívia filmar um videoclip, eis que alguns dias antes numa reunião via Skype o diretor João Nuno e a assistente de direção (minha queridíssima prima-irmã)  Fernanda Polacow, de mansinho começam a me preparar pra pergunta: “Você pintaria seu cabelo de rosa pro filme? Primeiro ri um monte, acho que de nervoso, porque já me vi no salão tendo que descolorir meu cabelo DE NOVO, mas depois continuei rindo de desespero porque tinha acabado de dizer sim.  Fazer o que né gente –  é a minha profissão, o diretor acha que é necessário para o resultado final do filme, e claro tenho um blog com a Julia que se chama HAIRDRAMA, não deu nem pra ficar na dúvida, só no desespero mesmo. O louco é que como eu já disse já estava me preparando pra ir pra Bolívia, quer dizer tive uma semana pra fazer essa transformação. Dois dias após a conversa já estava no salão descolorindo, que é essa primeira parte e cinco dias depois estava colocando o rosa pink!

Confesso que foi muita emoção, muita reza e torcida pra que todos os meus poucos e queridos fios não debandassem em queda e quebra, rs! Corri pro nosso mestre da juba, Alê Carvalho, afinal ele tinha sido o último a mexer no meu cabelo, ele que fez a transformação do loiro pro chocolate (para ver a mudança clique aqui) no início do ano. Acho que numa transformação desse tipo, que requer uma decapagem é necessário estar com alguém que conheça bem o seu cabelo, pra entender os tempos e as dosagens do descolorante e minimizar as chances de um hairdrama, rs!

Nesse post vocês podem conferir a primeira parte do processo, que demora muito, porque descolorir é sempre um procedimento loooongo. O mais legal de acompanhar o passo a passo, é ouvir as dicas que o Alê dá sobre como fazer tudo da maneira mais delicada possível, com o objetivo de preservar ao máximo cada fio de cabelo.

E realmente ele arrasou, até agora meu cabelo não caiu, rs! Na verdade aguentou tudo firme forte, não vou mentir pra vcs, é óbvio que o fio com o pigmento castanho tem mais brilho e é mais encorpado, mas considerando o trauma tá tudo cor de rosa!

Alê e Diana

Tomando coragem pra começar!

Ju e Di

Gatas!

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Primeira parte, sem raiz, dica do Alê.

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Amarelo, já já segunda decapagem.

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Com medo

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Mecha teste

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Yeah!!!! Com cabelo!! As duas loiras, isso não acontecia há um tempo!

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Fiquei assim de sexta à terça, rs!

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Alexandre Carvalho

 

Formado em Jornalismo, sempre esteve ligado aos eventos de moda onde começou a se interessar por cabelo. Entre uma pauta e outra, começou a dedicar suas horas vagas aos cursos de cabeleireiro e visagismo.

Completou dez anos de profissão com um curriculum bem diversificado, jacques Dessange Paris, Vidal Sassoon Alemanha e Los Angeles, Redken Em NY e Las Vegas , Bumble and Bumble NY, Toni and Guy Londres, Longueras Argentina, entre outros… Além de ter sido formado pela academia L’oreal de cabeleireiros no Brasil. Nesses dez anos de profissão, oito são dedicados a família Crystal hair no Leblon , onde tem um grande prazer de fazer parte da equipe.

 

Cristal Hair Leblon

 

Endereço: Rua Almirante Guilhem, 255 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22440-000

Telefone:(21) 2512-4342

quarta-feira

17

setembro 2014

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Do ruivo ao loiro… Ainda em processo…

Written by , Posted in DESATANDO OS NÓS, LOOKS, PRODUTOS, TROCA TROCA - PERSONAGENS

Equipe toda reunida: Alexandre, eu, Martinha e João.
Equipe toda reunida: Alexandre, eu, Martinha e João.

Equipe toda reunida: Alexandre, eu, Martinha e João.

Parece brincadeira mas ainda existe um “ruivo” no meu cabelo. Claro que estou muito mais loira do que ruiva, mas a sensação que eu tenho, é que só deixando crescer e cortando pra ele sair de vez.

Eu fui acompanhar a Diana no dia que em que ela começou a transformação para o rosa, daí quando o João Bosco me viu, falou: “Senta aqui, vamos clarear mais esse cabelo!” E eu é claro, fui.

Estou adorando a cor que está: meio loiro, meio cinza, meio vermelho, é uma onda! O que é mais impressionante nesse processo do João, é que os meus fios não estão detonados, as pontas estão um pouco secas, mas isso elas sempre foram. Para tirar o pigmento vermelho do cabelo, só existem três opções (eu acho, pode ser que existam outras formas, mas eu só sei dessas 3 rs):

1. Descolorir o cabelo

2. Matizar com um tom mais escuro que o vermelho

3. Deixar crescer e cortar

Dessa vez decidimos pela segunda opção, e posso afirmar que foi a melhor, afinal já sou experiente no assunto (para ver o post clique aqui ). Os produtos que tenho usado, também tem ajudado bastante: O shampoo e o condicionador do Jonh Frieda para loiras; o shampoo silver da Bioderm uma vez por semana; a máscara de tratamento K-Pak da Joico uma vez por semana; as ampolas de tratamento da TRESemmé; e ao final do banho eu jogo vinagre de maça como uma última lavada no cabelo. Essa dica do vinagre também foi do João Bosco, ele ajuda a fechar a cutícula do cabelo e por conseqüência dá mais brilho. A medida é meio no olho mesmo, é um copo grande de água e mais ou menos uma tampinha do vinagre. Na hora fica um cheiro forte, mas sai logo. Ah, e com os cabelos úmidos, eu passo um pouco do leave in RD.

Bom, fizemos um videozinho rápido dessa segunda parte da “transformação ruivo-loiro”.

E aqui os produtos que têm me salvado:

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João Bosco

 

João Bosco tem grande experiência como colorista, tendo viajado o mundo para conquistar sua técnica. Trabalhou muitos anos na franquia francesa Jacques Dessange, e fez cursos no Tony and Guy em Londres, Jacques Dessange Paris, Vidal Sasson Alemanha, Los Angeles entre outros. Tem entre suas clientes diversos artistas e jornalistas. Há seis anos trabalha no Crystal Hair Leblon.

 

Cristal Hair Leblon

 

Endereço: Rua Almirante Guilhem, 255 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22440-000

Telefone:(21) 2512-4342

domingo

1

junho 2014

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HAIRDRAMA na peça “A Bruxinha que Era Boa”

Written by , Posted in HAIRDRAMAS, TROCA TROCA - PERSONAGENS

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Por Diana Herzog

Não sei se todo mundo aqui sabe, mas eu estou em cartaz no teatro O Tablado com a peça “A Bruxinha que Era Boa” da Maria Clara Machado, e coincidência ou não, é o trabalho que participo com o maior número de hairdramas ou perucas. Somos doze em cena, contando com os músicos, e dos doze, 6 atores usam perucas, perucas muito doidas e coloridas – incríveis, confeccionadas pela mestre Márcia Moraes. A Márcia é A peruqueira, há muitos anos ela faz as perucas das peças do Tablado, além de vários outros espetáculos teatrais, nesse momento o cabelo da Letícia Spiller na peça “Edypop” é mais uma criação sua. 

Eu falo aqui que essas perucas são um hairdrama, não pela aparência delas, porque já disse são incríveis, mas pelo processo, não só da concepção e criação para dar vida a cada, como o processo que as atrizes e o Jonhy (único ator que usa peruca) passam todo final de semana para se transformarem em seus respectivos personagens. Gente, é tanto hairdrama, que temos sempre a própria Marcinha ou sua fiel assistente Ana ajudando pra dar tranquilidade à todos. Primeiro, elas fazem uma touca – tipo touca que nossas mães e avós faziam para alisar o cabelo – e por último colocam a personagem ou a peruca. Olha eu sei que as duas coisas são bem difíceis encaradas solitáriamente, porque eu seria a sétima pessoa com peruca no elenco. Fazer touca pra mim é até fácil, porque não preciso fazer touca, como vocês já estão carecas de saber, eu tenho pouco cabelo, mas colocar a peruca é terrível, conseguir atravessar os grampos pra manter a desgraçada presinha no lugar, é muuuuito difícil. É por isso, que a chamei de desgraçada, porque na décima tentativa de enfiar o mesmo grampo, eu já estava desgraçando a peruca. Bom pra mim e pra minha peruca que já estava mais do que desgraçada, a Cacá Mourthé (diretora) praticamente na véspera decidiu que a Bruxinha Ângela (personagem que faço) não usaria mais peruca. E realmente, ela tinha razão, eu não estava conseguindo fazer, sei lá, não encontrava a personagem, e no dia em que ensaiei sem a dita cuja, foi incrível, mas me deu uma leveza, uma molecagem, que com ela na cabeça não acontecia. Gente! A gente fala aqui – cabelo é tudo! No caso dessa montagem poderia até dizer que é a alma da personagem. Só sei que hoje me arrumar pra cena é facílimo, não só porque não uso peruca, mas também não uso nenhuma prótese, bruxa tem nariz grande, né, e bruxinha boa não, rs!

Estou escrevendo muito, o mais legal aqui é o vídeo, ele é longo, mas não tem jeito, mostrar seis atores se caracterizando é uma arte. Quem gostar, se animar e estiver pelo Rio de Janeiro, vai lá no Tablado nos fazer uma visita, ficamos em cartaz até agosto – Sábados e Domingos às 17:00.

E por falar em domingo, daqui a pouco tô lá fazendo tudo isso que vocês vão ver no vídeo.

domingo

18

maio 2014

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Deu peruca no NY Times

Written by , Posted in LOOKS, TROCA TROCA - PERSONAGENS

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Na semana passada, o “The New York Times” publicou um post incrível só sobre perucas e teatro, o jornalista Luiz Felipe Reis bateu o olho e não teve jeito, lembrou da gente (rs!). O título da matéria é “Hairy Days Onstage” (dias cabeludos no palco) e fala sobre perucas – a estrela da última temporada de peças na Broadway, elas são tantas e tão incríveis que o jornalista Erik Piepenburg diz que esse ano deveria ter o prêmio de melhor peruca no Tony Awards (prêmio mais importante de teatro em NY). E realmente elas são demais! Erik conta que a designer Mia M. Neal levou umas 80 horas pra fazer a peruca afro da peça “A Raisin in the Sun”. Gente 8o horas, tipo três dias fazendo uma peruca, o resultado impressionante não é a toa, né, e o preço também não, rs, $4.500 – nada como a Broadway. O designer David Brian Brown contou pro Erik que “um dos melhores elogios que um designer pode receber é quando ninguém sabe que um ator está vestindo uma peruca, o que também pode ser um problema, afinal quando as pessoas não sabem que é uma peruca, elas não sabem o quanto uma peruca pode ser linda.”

E claro, tem o lado dos atores. Muitas vezes a gente descobre a personagem quando colocamos a peruca, quando pintamos ou cortamos o cabelo, coisa que aconteceu comigo (Julia), quando fiquei ruiva pra fazer a Eva. O vermelho foi o pulo do gato, a alma da personagem. Tudo também pode mudar quando a tiramos, rs! No meu caso (Diana), ensaiando a “Bruxinha que era Boa”, peça que está em cartaz no Teatro Tablado, tive muita dificuldade em encontrar a personagem. Eu usava uma peruca branca, com tranças longas, e nem eu sabia, mas não estava me ajudando. Na véspera da estreia a Cacá Mourthé, diretora, pediu que eu ensaiasse sem a peruca, e pronto! Ficou claro, que ela não servia pra Bruxinha Angela e sim para o “Game os Thrones”, rsrs!

Voltando pra Broadway, a peruca feita pro espetáculo “Casa Valentina”, uma peça sobre um homem que se veste de mulher, é tão bem feita que o designer Jason P. Hayes ouviu duas senhoras querendo entender porque tinham escolhido uma atriz pra fazer um dos personagens, e na verdade essa atriz era o ator Reed Birney, indicado ao Tony.

A matéria original em Inglês está aqui, e tem também esse outro link, nosso preferido, que mostra as perucas, com todos os créditos e informações, é o maior barato. As nossas preferidas estão aqui, mas vocês precisam ver todas no site! É bonito demais!

perucas

  Primeira coluna

  Personagem Beneatha – espetáculo “A Raisin in the Sun” -designer Mia M. Neal.

 Personagem Charlotte – espetáculo “Casa Valentina” – designer Jason P. Hayes.

 Segunda Coluna

 Parte do coro – espetáculo “If/Then” – designer David Brian Brown.

Personagem – Marin Mazzie – espetáculo “Bullets Over Broadway” – designer Paul Huntley.