HAIRDRAMA

Nós Duas

996817_10151528105408946_191198409_n1 DIANA HERZOG

Bom, aqui é lugar da apresentação. Meu nome é Diana Herzog, sou carioca, profissão atriz, mas tenho muitos outros desejos e interesses – fotografo, escrevo sempre que meu coração pede, sonho em dirigir e adaptar um conto meu para o teatro, ando de bicicleta, amo maquiagem e cabelo. Sei maquiar muito bem. Já o cabelo é uma questão na minha vida, só sei lidar com o meu e olhe lá. Nunca consegui fazer um look completo em uma amiga quando fazia a sua maquiagem pra um casamento. Meu cabelo é um problema desde a minha adolescência, quando meus fios se rebelaram e decidiram que queriam se ondular, liso já não era suficiente. E eu, muito boba, achava horrível e passava horas toda manha fazendo uma mega escova. Naquela época tinha o cabelo grosso e abundante. Já com 19, a coisa mudou, meu cabelo afinou, ficou pouco, e eu me arrependi, queria de volta aqueles cachos tão indesejados. Já quase fiquei careca quando me separei – muito stress, muito stress mesmo, foi inclusive quando vi aparecerem meus primeiros fios brancos. Já tive várias cores, não por causa de um ou outro personagem, mas porque sou inquieta mesmo, queria mudar o tempo todo, principalmente depois de um término – relação nova, cabelo novo! E olha que ajudava, viu?! Só que não durava muito. Enfim, hoje já não estou mais quase careca, mas ainda tenho fios fracos e finos, e ainda me desespero procurando tratamentos, dicas e produtos. Na verdade, tudo e qualquer coisa que seja acessível e que vá dar um jeito nos meus fios tão secos e castigados, coitadinhos. Castigados porque, como já disse, tive todas as cores. A minha inquietação pessoal, somada às mudanças necessárias para a composição de uma nova personagem, levam meus fios à beira de um colapso. Cuidar do cabelo virou coisa séria, afinal tenho que ter cabelo pra outras personagens, ou mesmo cabelo pra mim, ou pro meu marido, rs! Esse blog vem desse interesse, dessa necessidade que eu tenho e que divido com a minha parceira de cena e amiga, Julia Lunnd. Nós fazemos DoAmor, seriado lindo e muito querido do Multishow, e lá nossas personagens demandaram uma transformação radical. Fizemos todo processo juntas, corte, coloração e tratamento. Descobrimos que somos as duas super “cri-cris”, preocupadas e interessadas em tudo o que diz respeito a nossa querida cabeça – só pra não ficar no superficial, nós duas fazemos análise, tá? Rs! Dentro e fora, precisamos de cuidados! Esse blog apareceu como uma necessidade e vontade em compartilhar nossas questões, pânicos (sim, eles acontecem e as vezes com frequência), descobertas, dicas, novos profissionais, dúvidas, enfim… tudo relacionado a esse assunto tão presente. E claro, essa rotina, ou vida de quem vive outras vidas, que constantemente muda sem uma escolha pessoal. Muda de fora, muda por causa de uma personagem. O que o corte, a cor, etc… querem dizer? Qual personagem tem qual look? E como vamos lidar com um novo visual? São muitas questões, ideias e possibilidades. Espero que vocês se identifiquem e curtam com a gente esse espaço criado com tanto carinho.

 

foto-12 JULIA LUND

Minha relação com meu cabelo começou desde o momento em que eu me reconheci pela primeira vez refletida num espelho. Dizem que é a moldura do rosto, e de fato, ainda hoje, quando me olho no espelho, é a primeira coisa que me chama atenção. Sempre tive mil e uma questões com relação a ele. Na adolescência, o que eu mais queria era ter cabelo liso, todas as minhas amigas tinham, e os meus eram super encaracolados. Me lembro de passar noites e mais noites dormindo com aquelas toucas (coisa do tempo da minha avó), feitas com grampos. Lembram? Daí era assim: você escovava o cabelo todo para um lado e colocava os grampos. Deixava um tempo, depois soltava e escovava tudo de novo para o outro lado. E colocava de novo os grampos, deixava mais um tempo. Como eu fazia na hora de dormir, chegava um determinado momento da noite, ou melhor, da madrugada, em que eu tinha que acordar e refazer tudo para o outro lado – senão marcava, era o que as pessoas diziam . O problema é que essa tal dessa touca não durava tanto assim, e no meio do recreio escolar meu cabelo já estava crespo de novo. Aí eu prendia. Cabelos enrolados eu não queria de jeito nenhum (hoje eu amo!!). Minha mãe diz que na época de adolescência, ela e as amigas passavam o cabelo à ferro!!! Uma coisa é certa: cabelo tem vontade própria! Resolvi então assumir meus cachos. Fui bem feliz nessa época, todo um mundo de possibilidades se abriu para mim. E eu me vi menos escrava do meu próprio cabelo. Descobri milhares de produtos para dar volume. No secador, só usava o difusor para definir melhor os cachos, e assim foi durante um tempo. Até que comecei a precisar pintar o meu cabelo para trabalhar. Eu sou loira originalmente, um loiro acinzentado, e tinha o cabelo virgem até então. Mas precisei ficar loira platinada para uma novela angolana que fiz… A partir da “desvirginização” do meu cabelo, ele nunca mais foi o mesmo… e continua mudando, e eu não paro de me preocupar com ele. Num set de filmagem, com certeza, uma das minhas perguntas mais frequentes é: tá bom o cabelo? Tudo que é relacionado a esse tema, eu quero saber, eu pesquiso, eu xereto, experimento mil produtos, pergunto oitocentas coisas pros cabeleireiros, e estou sempre em busca do jeito perfeito para usar o meu: corte, cor, pra que lado fica melhor, os produtos que dão certo… Eu acho que é uma busca eterna, ainda mais porque, sendo atriz, as mudanças são muitas e constantes. A cada nova personagem, um novo cabelo. E aí, lá vou eu em busca do melhor jeito de usar. Talvez eu e Diana não sejamos as  pessoas que mais entendam desse assunto, mas com certeza somos as melhores pessoas para trocar sobre isso. Vamos nessa!