HAIRDRAMA

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terça-feira

17

março 2015

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Tintas naturais ou hairdrama ou como o meu cabelo ficou com mechas “verde cloro de piscina”

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Por Diana Herzog

Passei dois meses estudando em Paris… ah, Paris… os parques, as ruas cheias de gente mesmo à zero grau, cafés, museus, teatro, shows e um mundo de produtos orgânicos. Confesso que essa cidade me emociona muito, mas a emoção que eu senti tendo acesso a tantas escolhas de produtos orgânicos, tanto para beleza, quanto alimentação, limpeza, etc… foi única. Já há algum tempo eu venho mudando os meus hábitos, trocando o meu desodorante por um sem alumínio, indo a feira orgânica toda terça, e experimentando produtos como o que eu já recomendei por aqui (Keune So Pure).

No Brasil é difícil achar produtos orgânicos ou naturais de beleza pra comprar, nós temos a Renata Esteves que faz um belíssimo trabalho através do site Beleza Orgânica, mas nós precisamos, também, que esses produtos existam nas prateleiras das farmácias Pachecos e Venâncios da vida, em lojas especializadas ou até em supermercados, e claro à preços possíveis. Por isso minha emoção foi tão grande ao entrar no Bio C’ Bon, um mercado de orgânicos e achar quase que uma mini farmácia de beleza orgânica. Fiquei louca e até postei no instagram e me  dei a missão de experimentar o máximo de produtos que dois meses e o meu bolso permitissem.

EuIMG_3161 fiquei tão empenhada na missão, que hoje me encontro com mechas verdes no cabelo, sabe aquele verde de quem é loiro e nada numa piscina com cloro, pois é assim que eu ainda estou, rs! Eu tenho muitos fios brancos, e já sabia das várias opções de tintas naturais que eu encontraria. Já na primeira semana comprei a Color & Soin que é uma cor permanente com extratos vegetais. É difícil escolher, são várias opções de marcas, mas o mais complicado mesmo é entender a cor, eu comprei num mercado natural, então não havia palheta de cores, e as caixas mal vem com uma foto da cor (como isso realmente fizesse diferença, rs), então tem que confiar e ir na sorte.
Escolhi o “Blond Miel” (loiro mel), fui pra casa animada e com medo, porque tinta é um mistério, ainda mais quando se mexe com loiro, a gente nunca sabe quando vai sair um laranja. Fiquei muito aflita durante o processo e enquanto esperava o tempo da tinta, rezava um pouquinho pra que tudo desse certo. A reza foi forte e deu super certo. Eu amei a cor, ficou um loiro mel bem bonito e também melhorou a textura do meu cabelo. Ah! Quando fiz a mistura da tinta e apliquei no cabelo fiquei impressionada com a suavidade do produto, não tinha aquele cheiro forte de tinta, não tinha cheiro nenhum na verdade, e também não senti nenhuma ardência ou coceira no coro cabeludo, foi uma beleza!

Bom, a minha felicidade durou quase 4 semanas, os fios brancos começaram a interromper a harmonia daquele loiro mel IMG_3570 que eu nunca tinha tido, saquinho! Me encontrei numa dúvida cruel, comprar a mesma tinta e garantir a cor que estava me fazendo tão feliz, ou continuar na minha missão – experimentar o máximo de produtos pra poder compartilhar aqui no blog. Meu dever com o Hairdrama falou mais alto, e eu disse “au revoir” ao loiro mel. Dessa vez comprei a tinta no Naturalia, um outro mercado orgânico um pouco mais simples que o outro. Comprei  a cor “Blond Moyen” (meio loiro) do Beliflor. Tive a sensação de ser tão suave quanto o Color & Soin, e mais uma vez durante o processo, comecei a rezar pra que não ficasse laranja. Bom, a reza deu certo, laranja não ficou, rs! Não sei até agora o que aconteceu, mas tenho a impressão de que foi uma reação química entre as duas tintas e as mechas que já estava lá antes da minha viagem, porque foram só as mechas que ficaram esverdeadas, e foi isso que me irritou, porque fora as mechas a cor ficou incrível!!! Um mel brilhoso, apagado pelo verde opaco, rs! Fiquei arrasada. Mas é isso, tinta é química e quando não entendemos muito, é melhor ficar no seguro, a não ser que você tenha muito cabelo  e seja desprendida, rs!

 

 

IMG_3569 Me deu uma louca depois disso e eu comprei mais uma tinta de caixinha, a Korres uma marca Grega, dessa vez no Beauty Monop, loja que só fui entrar no final da viagem e nossa como me arrependi. É uma loja de produtos de beleza em geral, mas fiquei impressionada com a quantidade de opções de tinta mais suaves e com a aparência mais profissa. Escolhi o “light honey chestnut” (castanho mel claro), porque fico achando que o escuro sempre cobre (mas não sei se isso confere, afinal como já mostrado aqui, nunca sabemos quando vai haver uma reação química), mas ainda não tive coragem de experimentar.  Os brancos estão novamente tomando conta, eu continuo com mechas esverdeadas e não sei se chamo um mestre da juba pra me salvar ou se arrisco mais uma vez, afinal é mais uma marca pra compartilhar com vocês. :)

Ah! Quero deixar claro que o meu cabelo ter ficado verde não tem nada a ver com a qualidade do produto que eu utilizei, inclusive ambos tem aviso sobre a interferência de outros produtos, o problema foi eu querer misturar tudo. Recomendo os dois! E outra coisa, é que nenhuma dessas tintas é orgânica, na verdade não encontrei tinta orgânica, mas sim, tintas naturais, sem amônia, sem parabeno, sem silicone, sem óleo mineral, sem metal pesado, sem resorcionol, o que é uma maravilha, porque acho que das piores coisas pra nossa saúde se tratando de produtos de beleza, são as tinturas.

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Primeira tentativa: logo depois comecei a rezar.

cabelo mel

A cor que eu amei, e durou um mês :(

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Hairdrama.

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Ao vivo é pior!

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sexta-feira

12

dezembro 2014

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“Seu cabelo é seu?” – Letícia Novaes e seu hairdrama ou e sua juba.

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eu por laila oliveira

Por Letícia Novaes

eu por laila oliveira

Das perguntas que mais ouço na vida, uma delas é: “seu cabelo é seu?”
Isso porque sou dona de uma juba, das mais cheias e grossas que qualquer cabeleireiro já tocou. “Menina, isso aqui é um baita d’um pau grosso”, já ouvi de alguns profissionais mais informais, risos.
Minha bisavó Altamira era negra, minha vó é Régia é morena, meu pai é moreno também, eu vim branquela infelizmente, mas meu cabelo puxou a família paterna. Por isso quando perguntam se meu cabelo é meu, tenho vontade de responder “Não, amor, é da África”.

cabelinhoNa infância, minha mãe contornava o volume cortando curtinho mesmo. Nas fotos, pareço um abajour. Depois veio a juventude e para meu terror, não tinha jeito ou coragem. E morando no Rio de Janeiro, foi por aí que entendi que prender o cabelo é um oásis. Para o calor da nuca, para arregalar mais a cara (não sou do tipo que fica bonita com cabelo na cara, franja etc).
Com quase 20 e poucos, comecei a relaxar meu cabelo. Me pareceu bom, pois o cabelo continuava com volume, mas um pouco mais domado na raiz. Meu cabelo nunca formou cachos, apenas volume bethanesco. Em 2008 fiz um programa de turismo para o site da Oi. Pediram pra mexer no meu cabelo, deixei. Fizeram escova progressiva. Foi uma sensação demente. Eu acordava com os cabelos lambidos na cara. Dormia, acordava, o mesmo cabelo. Não curti. Prático? Ok. Mas sem opção. Gosto de ter o cabelo desconjuntado e vez ou outra arrumá-lo, escová-lo, enfim. Variações.
Cabelo é poder, aos poucos fui entendendo. Quando eu solto o cabelo no show, rola uma comoção, é divertido. Uma vez saindo de um taxi, o motorista, que quase não tinha se pronunciado, me disse: “Ei, menina, não corta o seu cabelo nunca, hein!”. Espíritos, eu pensei. Risos, soltei.
Já quase cortei curtinho, mas meu rosto é pequeno (apesar do nariz ser grande), e sendo muito alta e magra, fiquei com medo de parecer um fósforo. Por enquanto ainda não veio aquela coragem louca de radicalizar, e eu gosto, gosto de ter cabelão, não cuido como eu deveria, vou à praia, amo piscina, não uso boné, nada disso. Mas vez ou outra hidrato e me divirto com o meu querido Rodrigo Bastos, que cuida da minha crina.
Nunca pintei o cabelo. Ele é tão seco e cheio que seria caótica a manutenção. Não dá. Recentemente passei um tonalizante meio vermelhinho para fazer o filme “Qualquer gato vira lata – 2″. É bem leve a cor, quase minha cor natural, meio cobre. É divertido se olhar no espelho e ver outra cor, outra cara, mas não adianta, está no meu mapa: não sou dada à grandes transformações físicas. Inclusive, minha mãe só foi pintar o cabelo com 40 anos, quase obrigada pela irmã e cunhadas. Minha mãe é a mais linda e o comentário de todos é: “Meu deus, Sônia não muda nada, o tempo não passa para você!” Arrisco dizer que o fato dela nunca ter feito nada radical no cabelo tem a ver com isso. Risos. Admiro a coragem das franjas, do rosa, da loucura, mas no meu caso, o barato mesmo é manter a juba, cultivar a crina, cortar beeem pouco, vez ou outra nem lavar pós praia, dormir e achar que virou alga. De repente mais velha, tomo coragem e ouso mais, por enquanto é isso. Juba louca, juba própria.

Mais fotos!

cabelo por ana alexandrino 5621738263_d5e24e644e_o FOT3502