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quarta-feira

8

abril 2015

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Hairdrama viajando – um mini guia de Paris com corte, passeio e comida.

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Por Diana Herzog

Paris é uma cidade incrível, tão incrível, que você pode passar a vida indo pra lá, mas basta você mudar de vizinhança pra ver que será como descobrir uma cidade nova. O que eu quero dizer é que cada arrondissement (bairro, digamos assim), é uma Paris, com restaurantes, mercados, lojas, bares, parques, enfim… é uma área particular, com características próprias, claro que sem perder o ar parisiense, mas que faz a cidade ser tão múltipla. É isso, tem muita gente que mora num arrondissement e muitas vezes não sai de lá por nada, ou muita gente que conhece profundamente uma área, mas quando vai ver não sabe nadinha de outra. Porque como eu disse é um mundo.

E eu, é claro, hoje tenho as minhas áreas preferidas. E o que vou compartilhar aqui, na forma de um mini guia, é uma delas. Essa área fica entre o primeiro e segundo arrondissement – é bem a meiucua de Paris, mas como é bem pertinho do Marais (onde eu fiquei), também vou apresentar uma das ruas que eu mais frequentei durante a minha estádia. Ao invés, de apresentar um local específico, restaurante ou etc… vou apresentar as ruas, porque elas sozinhas já são um evento, e o que não vai faltar é lugar pra visitar. Daí fica da vontade e interesse de cada um.

A primeira e principal do post é a rua Montorgueil (não é a rua do salão, mas é a rua que cruza com a rua do salão) uma rua… digamos assim, gourmet. É uma loucura de delícia e de charme. Ela é pequena, começa do lado da igreja St. Eustache (igreja com o maior órgão de tubos da França) que fica de frente pro Les Halles, e vai até a rue Reamur um pouco ao norte (na segunda parte ela muda de nome pra rue de Petits Carreaux). É uma rua de carro, ocupada principalmente por pedestres e ciclistas – um sonho! Dia e noite (o movimento não vai até muito tarde), vive cheia, com o horário de pico no almoço, então é isso, muita gente passeando a pé e os carros é que tem que se virar, ou melhor, esperar. A rua, como vocês vão ver no vídeo, tem várias mini lojas e mercados que oferecem comida de tudo quanto é jeito, para comprar e levar pra casa pra cozinhar ou simplesmente compor um belo antepasto. Tem do Grego, ao Italiano, pro Chinês, Francês, Árabe, tem também as lojas características francesas – charcuterie (carne de porco), boulangerie (pães e doces), fromagerie (queijos), boucherie (carnes), tem lojas de vinhos, de flores, de chocolate, de marca de produto orgânico… isso porque eu nem comecei a falar dos restaurantes, tem Indiano, Thailandês, natural, Marroquino, Italiano e claro vários bistrôs. Tem mais de um supermercado, sendo que um deles é o Naturalia mercado de produtos orgânicos. Paris tem várias ruas nesse estilo, mas a que eu conheço e mais me emociono quando passeio por ela é a Montorgueil (percebem que estou há algumas frases super utilizando o verbo TER, porque é isso, essa rua TEM muita coisas!)

A rua Tiquetonne é a rua do salão e como já disse rua que cruza com a Montorgueil. Ela também é pequena, não tem tanto movimento, dá pra perceber no vídeo que é uma rua mais escondida, o que faz dela  especial. Tem várias pérolas ali! São alguns restaurantes bacanas, três salões  (tive que escolher um), uma loja bacanérrima de bicicletas, outra charmosa de acessórios, isso que eu não visitei tudo, e isso que eu disse que era pequena, rs! São três salões na rua, um que me pareceu mais tradicional, então não me animou tanto; outro super hipster, com cortes mais baratos e pessoas, tanto as que estavam cortam quanto as que foram cortar, com looks super originais, confesso que fiquei com medo, achei melhor não arriscar; e por último o Guild Hairdressing, que agora pensando bem, fica no meio do caminho. Primeiro é importante frisar que o Guild Hairdressing é também uma escola, então eles fazem um esquema, onde o custo do corte varia de acordo com a formação do profissional. O “creative director” é o mais caro, mas como estava pagando em Euro, não rolou pra mim não. Escolhi o corte mais barato, que é com quem está começando, e tive uma grata surpresa. Quem cortou meu cabelo foi a Cecile, eu até postei o cabelo dela no nosso instagram, e ela arrasou! Cortou meu cabelo super bem, entendeu exatamente o que eu pedi. Paguei $50, e se vocês pensarem, até com a conversão ficou muito mais barato do que muitos salões, “mar ou menos” que temos nas cidades grandes. Saí de lá feliz, dá pra ver no vídeo. Agora o melhor do corte dela não foi como eu saí, porque o cabelo ali, ainda estava muito fraquinho e castigado, o melhor é perceber como hoje um mês depois,  o meu cabelo ficou mais forte. Acho que é combinação do corte dela e o kit Nioxin que tenho usado (farei um post).

Agora só pra terminar, quero indicar uma rua, que é pertinho dessas duas, acho que são uns três ou quatro quarteirões, e que vale super a pena ir a noite, depois já ter passeado pela Montorgueil e cortado o cabelo na Tiquetonne. Estou falando da rua St. Martin, mas só no quarteirão entre rue Aux Ours (que é a mesma que a Etienne Marce  (só muda de nome nesse trecho) e a rua Rambuteau. Ali a noite é demais! O movimento mesmo, começa na quarta e vai final de semana adentro. Mas os três cafés (barzinhos para nós brasileiros) estão sempre cheios, não importa o dia e é um do lado do outro, o Café La Fusée, o Jojo e o Café Everest, nessa ordem, que também é a ordem do mais cheio, mais badalado para o com mais facilidade de achar mesa. Sentei muito no Jojo, porque por algum motivo tinha sempre a mesma mesa esperando por mim, mas confesso que sempre quis sentar no Café La Fusée, façanha que só consegui uma vez, as três manhã, e mesmo assim ainda estava lotado. O Café La Fusée é o único dos três que abre de dia, na verdade já abre pro café da manhã, e é isso, de manhã já tem gente sentada lá. Ah! O preço dos chopes é super acessível, eu pedia uma demi, que é tipo o tamanho do nosso chope daqui, e pagava $3 numa Floreffe. Uma Floreffe gente! Não é uma Brahma ou Antartica, que são feitas de milho transgênico (to ficando muito chata com essa coisa de orgânico, rs).

Logo em frente tem um “Bar a Vin”, que é a cara de Paris e fica bem no início de uma “passage” (passagem, entre duas ruas, que se faz por dentro de um prédio, coisa super comum por lá) super charmosa com galerias e lojas, todas com um perfil “artsy”. Um dia sentada no Jojo com uma amiga, vimos um mega movimento no “Bar a Vin”, e na entrada da “passage”, que pedimos logo a conta, pra correr pro outro lado da rua e ver o que se passava. E não é que era uma vernissage, com vinho, arte e um monte de gente interessante conversando. Nessa mesma noite, com essa mesma amiga, depois da vernissasge, corremos pro Le Carlie, logo acima.

O Le Carlie, já é um bar mesmo, quero dizer não parece um café, que fica lotado de gente que vai pra ver gente. Lá é super divertido, acho que fui na minha primeira semana com uma outra amiga, e voltamos várias vezes. Tem também ali pertinho um bar com boate embaixo e do outro lado da rua dois bares/boates para mulheres que gostam de mulheres, sempre muito cheios e animados.

Se der larica, na rua tem dois árabes e na esquina com a Rambuteau um típico francês desses de rua que vendem crepe e panini – não são tão bons, mas quando a fome bate a fome bate, rs! E falando em Rambuteau, é uma outra rua delícia, que se você seguir um pouco pro leste já cai praticamente no meio do Marais, que aí pode virar um outro post a parte, com vários outros restaurantes, lojas, bares, cafés, parques… ah… Parrrris! Só de escrever isso tudo está me dando uma saudade imensa e uma vontade louca de voltar! Ai ai…

Ah!  Já ia me esquecendo! Tem o Marché “Saint-Eustache-Les Halles” (feira) que fica na rua Montmatre logo atrás da Montogueil, toda quinta e domingo. Ia aos domingo comprar verduras e legumes orgânicos, mas tem também comidas, frutos do mar, pão. Várias delícias!

Alguns dos endereços:

Eric Kaiser Boulanger e Patissier – pão maravilhoso! São várias lojas espalhadas por Paris. Sempre lotada.

16 Rue de Petis Carreaux (é a continuação da Montorgueil)

Dyonisos Trateur Grec – loja de comida grega. As azeitonas são incríveis!

14 Rue des Petits Carreaux (é a continuação da Montorgueil)

Bolly Nan – indiano, tipo street food. Não como não parar na hora do almoço, nem que seja só pra olhar, porque o cheiro do nan (pão indiano) é maravilhoso. Fica com fila na porta, preço super em conta, comida bem gostosa. Você escolhe o que vai comer no balcão, senta que te levam a comida depois.

12 Rue des petits carreaux (é a continuação da Montorgueil)

Delitaly Epicerie Italienne – loja de comida italiana, as massas frescas são deliciosas, o ravioli recheado de trufa é a minha dica! Tem vários antepastos também.

5 Rue des Petits Carreaux (é a continuação da Montorgueil)

Exki – restaurante esquema fast food, só que natural. Cansei de entrar pegar um sopa e uma salada. Bom, prático e barato.  

59 Rue Montorgueil

Café du Centre – café típico parisiense, ótimo lugar pra sentar, tomar um “verre” (taça de vinho), beber um café ou tomar uma tradicional Sopa de Cebola.

58 rue Montorgueil

Le Tambour – restaurante que fica na rua detrás, animadíssimo! Aberto até tarde, coisa raríssima em Paris.

41, rue Montmartre

Aux 3 éléphant – thai bem gostosinho, aberto almoço e jantar, está sempre cheio.

36, rue Tiquetonne

O’ Scia’– pizzaria napolitana. Também sempre cheia, tivemos que tentar mais de uma vez pra conseguir sentar, vale fazer reserva.

42 Rue Tiquetonne

En Selle Marcel – loja de bicicleta muito charmosa.

40 rue Tiquetonne

Guild Hairdressing – o salão.

18 rue Tiquetonne

E. Dehillerin – loja incrível de utensílios culinários.

18 e 20 rue Coquillière

Bovida – mais uma loja incrível de utensílios culinários.

36 rue Montmartre

Mora – mais uma.

13 rue Montmartre

A. Simon – mais uma, rs!

48 e 52 rue Montmartre

Algumas fotos!

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quarta-feira

16

julho 2014

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Bastidores da peça “Razões para ser bonita”

Written by , Posted in LOOKS

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Por Julia Lund

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Com um certo atraso, consegui “parar” e escrever esse post. Na verdade, parar não é bem a palavra, por exemplo agora estou no Crystal Hair pintando o cabelo e escrevendo enquanto espero a tinta fazer efeito. Foi o único tempo livre que achei. Há uns três meses que venho fazendo TUDOAOMESMOTEMPOAGORA, sem um minuto para respirar direito…

Bom, durante a turnê da peça “Razões para ser bonita” eu fui filmando imagens soltas para depois junta-las e publicar um post mostrando um pouco dos bastidores da peça. Como fui filmando ao léu, o video não tem pé nem cabeça, virou muito mais um clipe tendo como trilha sonora uma das músicas da peça. Fui muito feliz nesses meses que viajei com eles. Nos divertimos muito, e toda hora que estávamos livres e o meu celular estava por perto, eu falava: “Gente, vou filmar um videozinho pro hairdrama tá?” Só pra vocês terem ideia do clima da coisa, espero que vocês gostem e por aqui a saudade desses queridos já é enorme.

Mais fotos!!!

razões pra ser bonita

segunda-feira

17

março 2014

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HAIRDRAMA no Brooklyn – mercado, cerveja, boliche e claro corte.

Written by , Posted in HAIRDRAMA VIAJANDO

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Por Diana Herzog


Esse post eu escrevo com a maior animação, porque foi realmente onde eu mais me diverti nessa viagem que fiz. Fiquei em Manhattan, mas fui pro Brooklyn duas vezes, pra Williamsburg pra ser mais específica. Minha prima Fernanda Polacow, que é super “in” das paradas disse que eu tinha que ir lá conhecer, que na verdade eu tinha mesmo é que ficar por lá e não em Manhattan, essa última dica eu não segui, mas da próxima vez é certo que é por lá que ficarei. Williamsburg é uma graça, clima de cidade pequena com estilo, não tem nenhuma loja grande tipo H&M, Zara, etc… (pelo menos não por onde eu passei e pra deixar claro que não é que eu não goste de lojas grandes, mas é bom dar uma respirada e ver novidades). São boutiques, lojas com cara de que os donos são todos artistas, tudo super estiloso e charmoso. Esse post é um mini guia, uma sugestão do que fazer por lá se você tiver apenas um dia, e se esse dia for sábado ou domingo. Então aí vai!!! Ai que saudade que bateu agora!

Ah! Só mais uma coisa, vocês vão ver que no vídeo eu estou o tempo todo acompanhada de um homem, moreno, alto e charmoso, bom esse é o meu marido, rs! E inclusive ele é que vai estrelar a parte HAIDRAMA, num corte muito do bem feito no barbeiro da esquina. Ele é ator também, chama Luiz André Alvim, e se prestarem bem atenção, mas assim bem bem mesmo, alguns que acompanharam a novela Sangue Bom, talvez o reconheçam, mas não é tarefa fácil viu, porque ele fez uma personagem muito bem caracterizada. Só digo uma coisa, era um travesti, rs!

1. Brooklyn Flea e Smorgasburg (juntos): o primeiro é um mercado de pulgas bem hipster, que tem de tudo um pouco – vinil, quinquilharia, casacos, artesanato, móveis – é enorme! Vende coisas antigas e novas. Lá dá vontade de ter um casinha perto ou um container pra mandar pro Brasil, porque eu queria levar tudo pra renovar a nossa casa. O Brooklyn Flea durante o inverno acontece “indoors” e no resto do ano do lado de fora. Tem tudo explicadinho no site. E o segundo é um mercado de comidas, estava tudo tão apetitoso que decidimos almoçar lá dentro. São várias barraquinhas com comidas de diferentes regiões do mundo e de diferentes especialidades. O André comeu um prato venezuelano e uma salteña (Bolivia)e eu comi um grão de bico com polenta maravilhoso por $9, sim eu disse $9!!!! Alias o que mais tem em NY são lugares baratos e gostosos.

P1050793 2. Brooklyn Brewery: é umas das maiores cervejarias artesanais dos Estados Unidos, senão a maior. E é o maior barato, nós fomos duas vezes, uma num domingo, que é quando aquele movimento todo do video acontece – aos  sábados e domingos – e depois fomos na terça fazer um tour pela cervejaria com direito a degustação de algumas cervejas, e uma taça brinde. Esse tour é bem disputado, a reserva tem que ser feita com umas duas semanas de  antecedência, e custa baratinho – $10 por pessoa. Mas só de passar lá pra beber e ver o movimento já é um programa delícia. É um lugar onde as pessoas vão para socializar, beber, enfim… se divertir. Observação sobre o video: vocês vão ver que eu falo com toda a certeza do mundo que cerveja que o André tá bebendo é a Sorachi Ale, mas falei errado, o nome é Sorachi Ace, fiquei por uma consoante, rs!

 

IMG_04663. Brooklyn Bowl: do lado da Brooklyn Brewery fica o boliche mais divertido que já fui e olha que eu adoro boliche. É praticamente uma balada. Nós fomos cedo e mesmo assim estava bombando, mas acho que mais tarde a coisa fica realmente boa. É uma casa de show, bar, boliche e restaurante. Tem um palco com um pista de dança, um bar animado e um DJ tocando um som enquanto você joga. A boa é ver com antecedência a programação das bandas e tentar pegar num dia de um show bacana. Fiquei com essa vontade, agora tenho que voltar logo, rs! E também, como todo boliche, quanto mais gente for jogar, mais em conta sai porque se paga pela meia hora. Acho que é $24, nós íamos só jogar 30 minutos, mas quando vimos… o tempo passou… o tempo passou… nos divertimos muito!!!

4. The Corner Barber: em português – o barbeiro da esquina, foi um achado pra gente! Estávamos atrás de um lugar pro André cortar o cabelo desde Miami, mas não rolava nenhum. Passamos na porta desse barbeiro no domingo, eu achei uma graça, tem um estilo meio cool, trendy, tentamos um horário pra cortar ali agora, mas não deu, tinha que ter marcado com antecedência. Na terça passamos na porta de novo e resolvemos entrar, e pronto! Demos sorte, tinha um cara disponível e foi assim de repente, quando vimos o André já estava de cabelo cortado. O Sam foi o responsável pelo corte, não é dos mais simpáticos, mas sinceramente pra fazer o corte que ele fez no André tá valendo! Eu nunca vi o cabelo dele tão bem cortado, fiquei felicíssima! E mais importante, ele também. Por $30 eu sai dali com um marido mais charmoso ainda, e um super post pro HAIRDRAMA.

Gente só uma coisa, Williamburg é o lugar!!! Obrigada Fernanda!